O governo trabalhista britânico permitiu o reinício de um polémico ensaio clínico que administra bloqueadores da puberdade a crianças, apesar das contestações judiciais e das preocupações com a segurança dos infantes.

 

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) aprovou novos protocolos para o chamado ensaio clínico Pathways, permitindo que crianças até aos 11 anos recebam bloqueadores da puberdade. Esta decisão ocorre após o ensaio ter sido interrompido anteriormente devido a questões de segurança.

O reinício do ensaio gerou grande controvérsia, com os críticos a defenderem que representa riscos inaceitáveis ​​para as crianças e carece de uma sólida base de evidências científicas.

Estão neste momento em curso no Reino Unido acções judiciais movidas contra este tipo de testes e figuras públicas manifestaram forte oposição, destacando as preocupações éticas de envolver menores em tais experiências. O recrutamento de crianças para estes testes foi suspenso até pelo menos 1 de Agosto devido a estes processos.

O estudo Pathways, liderado pelo King’s College London (KCL), pretende analisar os efeitos dos bloqueadores da puberdade em crianças com a chamada disforia de género. Apesar das proibições anteriores e dos alertas de segurança, o estudo prosseguirá com uma idade mínima de 11 anos para as raparigas e 12 anos para os rapazes. Os críticos argumentam que o estudo é uma experiência pouco ética em crianças que não podem dar o seu consentimento informado — os menores de 18 anos na Grã-Bretanha não podem fumar, beber álcool ou até usar solários (!) — mas podem ser submetidos a “tratamentos” que prejudicam permanentemente o crescimento saudável das crianças e causam infertilidade.

Helen Joyce, diretora da Sex Matters afirmou a este propósito:

“Já é claro que os bloqueadores da puberdade causam danos inaceitáveis e não são uma solução para o sofrimento relacionado com o género na infância.” 

Mas a ideologia de género continua triunfar, mesmo que contra a lei, a ciência, a ética e o bom senso, na distopia do Reino Unido.