A inflação nos Estados Unidos atingiu o seu nível mais elevado em três anos, impulsionada pelo aumento dos custos energéticos provocado pela guerra com o Irão e pelas perturbações nas cadeias de abastecimento globais.

 

A inflação nos Estados Unidos subiu em Maio para o nível mais elevado desde 2023, atingindo mais de 4%. No entanto, o presidente Donald J. Trump disse aos jornalistas na semana passada: “Adoro a inflação”, revelando que os EUA têm “roubado” petróleo iraniano e prevendo que o aumento dos preços vá cair “como uma pedra” quando o acordo de paz com o Irão for fechado, o que entretanto já aconteceu. Revelou ainda no Truth Social que uma “missão secreta para apoiar petroleiros e outros navios comerciais no Estreito de Ormuz” resultou em “mais de 100 MILHÕES de barris de petróleo a passar pelo Estreito e a chegar ao mercado aberto”, atenuando potencialmente o aumento dos preços da energia.

A inflação disparou para 4,2% em Maio, um aumento face aos 3,8% do mês anterior e o maior aumento em três anos. O pico da inflação foi impulsionado principalmente pelo aumento dos custos de energia. O Índice de Preços no Consumidor (IPC) subiu pelo terceiro mês consecutivo, com as facturas de energia, incluindo gás e electricidade, quase 25% mais elevadas do que há um ano. O preço médio de um galão de gasolina simples subiu para 4,15 dólares, face aos 2,98 dólares de Fevereiro. Isto ocorreu após os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, que resultaram no encerramento do Estreito de Ormuz, uma rota marítima global crucial para as exportações de petróleo, gás e fertilizantes. Para além do aumento dos custos de energia, o custo de assistência médica, cuidados pessoais, comunicações, passagens aéreas e actividades recreativas aumentou significativamente, contribuindo para as pressões inflacionistas.

Citando Donald Trump, sobre este assunto:

“Adoro isto. Adoro a inflação. Sabem porquê? Porque assim que esta guerra acabar… Sabiam que estamos a extrair milhões de barris de petróleo? Ninguém sabe disto. Sabem quem não sabe? O Irão, até agora. Pela noite toda sem luzes. Porque não têm radar, porque nós explodimos tudo. Esgotámos tudo. É por isso que o petróleo está a 85 dólares o barril… Quando a guerra acabar, a inflação vai cair. Vai cair como uma pedra.”

Se estas palavras estivessem perto da verdade, seria incompreensível a natureza do acordo com o Irão que foi entretanto firmado e que parece mais uma rendição dos EUA a Teerão do que propriamente um tratado de paz, como o ContraCultura documentou na segunda-feira passada.

Em resposta à inflação mais elevada, a probabilidade de a Reserva Federal aumentar as taxas de juro para conter a despesa aumenta. A taxa de inflação actual excede em muito a meta de longo prazo da Reserva Federal de dois por cento. Os ajustes nas taxas de juro provavelmente impactarão os custos do crédito e a confiança do consumidor.

No final de Abril, de acordo com o Índice de Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan, o sentimento do consumidor caiu a pique para um mínimo histórico de 49,8, o nível mais baixo desde o início da recolha de dados em 1978. A queda da confiança do consumidor foi também atribuída à guerra em curso com o Irão.

Vamos ver agora, com o regresso à normalidade no Estreito de Ormuz, se o desastre económico do Regime Epstein se deve realmente ao conflito do Golfo Pérsico.