Os organismos reguladores dos media do Estado alemão (“Landesmedienanstalten”) estão a preparar regras que obrigariam as plataformas de rede social a dar ainda maior visibilidade aos veículos de comunicação social “fiáveis” ou “de confiança” nos seus algoritmos, como relata o veículo de comunicação social alemão Apollo News.

Escusado será dizer que estes meios de comunicação social considerados fiáveis são aqueles que não discutem a narrativa do arco de poder leninista-globalista na Alemanha.

O novo ataque à liberdade de expressão está a ser desenvolvido sob os auspícios dos organismos reguladores dos media do Estado e justifica-se como um meio de “proteger a pluralidade dos media” e de combater a alegada “desinformação”.

Como sempre, somos confrontados com a orwelliana inversão semântica da linguagem: o que esta iniciativa procura é precisamente reduzir a pluralidade dos media, de forma a que a desinformação dos poderes instituídos corra pelas massas sem contraditório.

O programa pretende fazer com que plataformas como o X, Facebook, TikTok ou Instagram possam ser legalmente obrigadas a privilegiar determinadas fontes jornalísticas nas suas recomendações, feeds ou classificações de pesquisa.

A principal controvérsia reside em quem define o que é considerado “fiável”. A imprensa corporativa irá sair claramente beneficiada, enquanto publicações mais pequenas e dissidentes estão condenadas a perder ainda mais visibilidade e alcance.

A proposta está ligada a uma campanha da União Europeia para uma regulamentação digital mais rigorosa, especialmente após a Lei dos Serviços Digitais (DSA) da UE. Os reguladores argumentam que os algoritmos das redes sociais já moldam o debate público e, por isso, precisam de uma “supervisão democrática”.

Outra vez: por “supervisão democrática” devemos entender “controlo das elites”, se possível não eleitas, como é o caso do comissariado de Bruxelas.

A medida constitui um passo rumo à influência indirecta do Estado sobre o discurso público, em que o favoritismo algorítmico distorce a competição no panorama mediático, restringe o leque de opiniões visíveis online e oblitera a dissidência.