O líder do Regime Pinóquio, Donald J. Trump, afirmou no fim da semana passada que teria sido alcançado um acordo com o Irão. Era a 39ª vez, bem contada, que o inquilino psicopata da Casa Branca garantia um compromisso de paz no Golfo, desde o fim de Março deste ano. As más notícias vieram a seguir e o tratado que vai assinar parece mais uma rendição do que outra coisa qualquer.

 

Donald Trump anunciou na quinta-feira passada que teria sido alcançado um acordo com o Irão e que a assinatura oficial poderia até ocorrer durante o fim de semana, “talvez na Europa”. Escusado será dizer que nada disso esteve sequer perto de acontecer.

Numa declaração à imprensa no Salão Oval, o infame falsário afirmou que o acordo garantia que o Irão não iria desenvolver nem adquirir armas nucleares e que, segundo ele, o Líder Supremo do Irão, Mujahidin Khamenei, tinha aprovado pessoalmente o compromisso, acrescentando:

“Acabámos de fechar um grande acordo para a guerra com o Irão e, sujeito à finalização dos documentos, devemos concluir o processo nos próximos dias. Provavelmente teremos uma assinatura, talvez na Europa. E isso é óptimo. A bolsa subiu mil pontos. Isto significa que gostaram do acordo.” 

De facto, os repetidos anúncios de um ficcional acordo com o Irão serviram para manipular os mercados financeiros, manter os preços dos combustíveis e dos fertilizantes abaixo de níveis apocalípticos e enriquecer o círculo próximo do magnata de Queens, que usa, ilegalmente, o conhecimento antecipado que detém sobre os disparates que Donald Trump vai proferir a seguir para fazer fortunas na bolsa.

É um triste sinal dos tempos quando até a CNN consegue ser assertiva, ao compilar apenas algumas das 39 vezes (contadas primeiro por Tucker Carlson e depois também pelo imbecil do Anderson Cooper) que o palhaço rico prometeu que tinha um acordo de paz prestes a ser assinado com o Irão.

 

 

Mas parece que à 39ª vez, Donald Trump, que publicou no sábado no Truth Social que o acordo ia ser finalizado no domingo (também não foi), e que o Estreito de Ormuz seria imediatamente aberto, continuou a errar. Uma hora depois, os iranianos negaram que tal evento sucederia.

 

 

Promessas e negações à parte, o acordo de paz para o Golfo parece de facto estar prestes a acontecer (desta vez, foi anunciado pelo Paquistão), mas a notícia é catastrófica na mesma para a Casa Branca, já que tudo indica que os EUA concordaram em pagar 300 biliões de dólares em fundos de reconstrução directamente ao Irão como parte do acordo, juntamente com a libertação de 24 biliões de dólares em fundos congelados, tendo sido libertados 12 biliões ainda antes do início das negociações.

Isto contradiz directamente a afirmação de Trump e Vance de que não seriam transferidos para o Irão quaisquer fundos financeiros. Se Trump negar estes factos, então nunca houve nem haverá em breve qualquer acordo. E se Trump os confirmar, os EUA terão capitulado completamente às exigências de Teerão, até na medida em que aquilo que os americanos recebem em troca já existia antes da guerra: o Estreito de Ormuz a funcionar normalmente e uma garantia de Teerão que não está a construir uma arma nuclear.

 

 

Resta ainda saber se Israel, que no fim de semana se entreteve a bombardear o Líbano pela enésima vez, com a óbvia intenção de sabotar as negociações com o Irão, vai aceitar este acordo, o que é muito discutível.