Um programa escolar que ensina teorias raciais controversas, incluindo a afirmação de que apenas as pessoas brancas podem ser racistas, gerou reacções negativas por parte dos pais e de vários sectores da sociedade britânica.
As escolas de Sheffield, Inglaterra, lideradas pela Notre Dame High School, introduziram aulas sobre “Privilégio Branco” e outras teorias raciais controversas, ensinando que as pessoas negras não podem ser racistas com as pessoas brancas devido à falta de poder cultural. Os alunos de apenas sete anos de idade estão a ser informados de que têm a “responsabilidade” de combater o racismo na sociedade.
O currículo baseia-se em teorias popularizadas por académicos radicais como Patricia Bidol-Padva, que defende que o racismo é “preconceito mais poder”, e foi endossado por justiceiros sociais como Robin DiAngelo. Os críticos observam que estas ideias são apresentadas como factos, apesar de serem altamente contestadas e contrárias à lei britânica.
Os críticos argumentam que estas aulas podem exacerbar as tensões raciais entre os alunos, enfatizando a divisão e promovendo uma narrativa unilateral. Além disso, os alunos brancos da classe trabalhadora, que já estão entre os mais desfavorecidos na Grã-Bretanha, podem ser ainda mais marginalizados por estes ensinamentos, particularmente à medida que a demografia das escolas muda. Os alunos brancos já são uma minoria numa em cada quatro escolas inglesas.
Durante os governos do Partido Conservador que antecederam o actual governo do Partido Trabalhista, o Sindicato Nacional da Educação promoveu ensinamentos semelhantes, incluindo a introdução de conceitos de “Privilégio Branco” para crianças de apenas cinco anos de idade.
O racismo dirigido a pessoas de compleição branca é um problema claro nas sociedades ocidentais contemporâneas. Eis alguns exemplos do síndroma, noticiados pelo ContraCultura.
Ainda no Reino Unido, a polícia de West Yorkshire bloqueou candidaturas de pessoas brancas em favor de candidatos da “diversidade” e a polícia londrina criou prémios de mérito exclusivamente para agentes negros. Em 2024, uma funcionária de topo da BBC classificou as pessoas brancas como uma “raça bárbara, sedenta de sangue, genocida e parasita”. Em 2023, a polícia de Southampton algemou e deixou morrer sem assistência médica um jovem nativo que tinha sido esfaqueado por um imigrante Sikh, porque este acusou a vítima de racismo. No início de 2024 foi revelado que a Royal Air Force discriminou ilegalmente os homens brancos, chegando mesmo a apelidá-los de “homens brancos inúteis” e forçando uma recrutadora que se queixou da discriminação a abandonar a sua carreira.
Em França, mais de dois terços da população considera que o racismo contra os brancos se tornou um problema significativo no país, de acordo com um novo inquérito realizado pelo Institut d’Études, um importante instituto de sondagens francês.
Na Dinamarca, uma campanha paga pela televisão estatal sugeriu que brancos procriarem com brancos é uma espécie de endogamia, e que os jovens nativos devem encontrar parceiros com genética mais “exótica”.
Nos Estados Unidos, depois dos motins BLM de 2020, as grandes corporações prometeram contratar muito mais pessoas de cor. A promessa, inerentemente racista, foi cumprida: de entre 320 mil novos postos de trabalho criados em 2021, apenas 20 mil foram entregues a profissionais de cara pálida. Em 2023, um filme apocalíptico produzido por Barak Obama para a Netflix alertava para o perigo das “pessoas brancas”. Também nesse ano, a Escola Primária Anthony Chabot, em Oakland, realizou um encontro de crianças onde não eram permitidos os alunos de pele branca. Suprema ironia: o evento foi organizado pelo “comité de equidade e inclusão” da escola.
Na Alemanha, Dirk Adams, o ministro da justiça de Olaf Scholz, foi substituído muito simplesmente por ser um homem branco, que é, para o Partido Verde alemão (aliado da coligação no poder na altura), a pior coisa que se pode ser, desde que Deus do barro fez Adão. Isto enquanto a Igreja Evangélica Alemã foi acusada de racismo em 2025, depois de ter proibido crianças brancas de participarem num workshop sobre ser “corajoso e forte” durante um Congresso em Hanover.
A Wikipedia acha que há virtudes e defeitos inerentes ao tom de pele de cada um, ou decorrentes das inclinações do seu libido. E toda a gente é virtuosa, excepto os brancos heterossexuais, coitados, que devem viver mergulhados na culpa e na vergonha.
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