A Hungria está a conhecer um grande impasse político que pode ser resolvido com a violação do seu sistema constitucional, depois de Péter Magyar ter proposto uma emenda ao texto fundamental da república para destituir do cargo o Presidente Tamás Sulyok.

Ao descrever aos jornalistas os seus esforços extraordinários para destituir Sulyok, que foi nomeado durante o mandato de Viktor Orbán como primeiro-ministro, Magyar afirmou:

“Este processo levará cerca de um mês. Estamos a tentar aprovar a legislação necessária o mais rapidamente possível e, sim, falaremos sobre a remoção de todos os fantoches.”

O actual primeiro-ministro húngaro, num outro evento público, classificou como “estúpidos” os cidadãos que manifestam discordância com a sua visão, enquanto, como todo e qualquer globalista, está a usar a polícia com braço armado do regime.

 

 

Entretanto, o Presidente Sulyok confirmou na sua página do Facebook que não tem qualquer intenção de se demitir. Comentando a situação, o Presidente declarou:

“Com base na declaração do Primeiro-Ministro na presença do Ministro da Justiça, o Governo planeia alterar a Lei Fundamental com legislação personalizada para me destituir do meu cargo legalmente ocupado. O direito constitucional chama a este processo contrabando político. A crise constitucional resultante aprofunda as divisões sociais e prejudica a percepção internacional da democracia húngara, o que pode afectar, por exemplo, a mobilização de fundos da UE sujeitos às condições do Estado de Direito.”

A crescente gravidade do conflito atraiu a atenção imediata de Bruxelas, e até o jornal Politico, um órgão de propaganda da UE, noticiou os acontecimentos, salientando que a Comissão Europeia já tinha prometido milhares de milhões de euros à Hungria, desde que o país implementasse com sucesso reformas abrangentes no seu sistema judicial, e mecanismos anti-corrupção no sector de contratação pública.

No entanto, na sua análise da situação, o jornal corroborou as conclusões do presidente húngaro:

“A decisão do Magyar de alterar a Constituição do país para destituir Sulyok pode desencadear uma crise constitucional e potencialmente complicar um acordo final [com a Comissão Europeia].”

Na sexta-feira, Magyar anunciou que a Hungria teria acesso a mais de 16 mil milhões de euros em fundos congelados, mas a Comissão Europeia apresentou uma avaliação mais cautelosa, referindo que a Hungria teria de provar a implementação de reformas. Até ao momento, o acordo carece de detalhes.

Embora Magyar possa ser criticado por alguns por destituir Sulyok, a maior parte dos burocratas no bloco de Bruxelas deseja ver todos os vestígios do partido Fidesz erradicados do poder na Hungria, pelo que o golpe de estado poderá muito bem passar incólume.

Se Sulyok conseguir manter-se no poder, o seu mandato terminará em Março de 2029.

E quanto ao perfil político de Péter Magyar, as dúvidas dissipam-se, sendo cada vez mais claro que cai para o lado autoritário, característico dos globalistas.