A Hungria está a conhecer um grande impasse político que pode ser resolvido com a violação do seu sistema constitucional, depois de Péter Magyar ter proposto uma emenda ao texto fundamental da república para destituir do cargo o Presidente Tamás Sulyok.
Ao descrever aos jornalistas os seus esforços extraordinários para destituir Sulyok, que foi nomeado durante o mandato de Viktor Orbán como primeiro-ministro, Magyar afirmou:
“Este processo levará cerca de um mês. Estamos a tentar aprovar a legislação necessária o mais rapidamente possível e, sim, falaremos sobre a remoção de todos os fantoches.”
O actual primeiro-ministro húngaro, num outro evento público, classificou como “estúpidos” os cidadãos que manifestam discordância com a sua visão, enquanto, como todo e qualquer globalista, está a usar a polícia com braço armado do regime.
Today, Hungary witnessed something troubling.
Prime Minister Magyar Péter called for the removal of the President and threatened constitutional changes to achieve it. Heads of state should not be removed simply because of political disagreements.
The footage below is also… pic.twitter.com/Gl6mOoIvLt
— Balázs Orbán (@BalazsOrban_HU) June 1, 2026
Entretanto, o Presidente Sulyok confirmou na sua página do Facebook que não tem qualquer intenção de se demitir. Comentando a situação, o Presidente declarou:
“Com base na declaração do Primeiro-Ministro na presença do Ministro da Justiça, o Governo planeia alterar a Lei Fundamental com legislação personalizada para me destituir do meu cargo legalmente ocupado. O direito constitucional chama a este processo contrabando político. A crise constitucional resultante aprofunda as divisões sociais e prejudica a percepção internacional da democracia húngara, o que pode afectar, por exemplo, a mobilização de fundos da UE sujeitos às condições do Estado de Direito.”
A crescente gravidade do conflito atraiu a atenção imediata de Bruxelas, e até o jornal Politico, um órgão de propaganda da UE, noticiou os acontecimentos, salientando que a Comissão Europeia já tinha prometido milhares de milhões de euros à Hungria, desde que o país implementasse com sucesso reformas abrangentes no seu sistema judicial, e mecanismos anti-corrupção no sector de contratação pública.
No entanto, na sua análise da situação, o jornal corroborou as conclusões do presidente húngaro:
“A decisão do Magyar de alterar a Constituição do país para destituir Sulyok pode desencadear uma crise constitucional e potencialmente complicar um acordo final [com a Comissão Europeia].”
Na sexta-feira, Magyar anunciou que a Hungria teria acesso a mais de 16 mil milhões de euros em fundos congelados, mas a Comissão Europeia apresentou uma avaliação mais cautelosa, referindo que a Hungria teria de provar a implementação de reformas. Até ao momento, o acordo carece de detalhes.
Embora Magyar possa ser criticado por alguns por destituir Sulyok, a maior parte dos burocratas no bloco de Bruxelas deseja ver todos os vestígios do partido Fidesz erradicados do poder na Hungria, pelo que o golpe de estado poderá muito bem passar incólume.
Se Sulyok conseguir manter-se no poder, o seu mandato terminará em Março de 2029.
E quanto ao perfil político de Péter Magyar, as dúvidas dissipam-se, sendo cada vez mais claro que cai para o lado autoritário, característico dos globalistas.
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