Ontem, em Belfast, aconteceu isto:

 

 

Um britânico  nativo (fala-se de um jovem de 14 anos ou de um homem de 40) foi atacado por um imigrante africano (sudanês? Somali?) que o quis decapitar. Os detalhes são, na altura da redacção destas linhas, inverificáveis. Há quem diga que o jovem acabou por morrer. Há quem diga que o homem sobreviveu, mas com múltiplos e graves ferimentos. As autoridades nada revelaram sobre as circunstâncias do crime, nem sequer a identidade e nacionalidade do assassino, que foi detido.

E depois do caso Nowak, não era preciso muito mais para as coisas tomarem um rumo incendiário.

 

 

Belfast não é Londres nem Southampton. Qualquer pessoa com mais de 30 anos sabe que católicos e protestantes têm aqui uma longa história de pegarem em armas para defenderem a sua religião, território, legado e convicções. E a resposta do estabelecimento à tentativa de decapitação de um nativo foi, como seria de esperar, absolutamente revoltante, com a costumeira manobra de inversão dos papéis, transformando os carrascos em vítimas de racismo e as verdadeiras vítimas em racistas, sendo que esse alegado racismo é agora, na distopia britânica, um crime mais grave do que o homicídio.

Neste momento, o clima no Reino Unido é de cortar à faca, literalmente. De tal forma que, quando Rupert Lowe, o líder do Restore Britain que é até o dirigente político com quem neste momento os britânicos radicalizados se identificam mais, apelou no X à calma, para que as pessoas na sua justa indignação não cometam actos susceptíveis de repressão policial e judicial, 90% dos comentários a esse post vão num sentido só: desculpa lá ò Rupert, mas já protestámos pacificamente quanto baste, agora é a hora da violência.

O post é este e quem tem conta no X que visite os comentários para que perceba com clareza o sentimento que reina entre as massas nativas, no Reino Unido.

 

 

É claro que esporádicos protestos de rua, mesmo que violentos, e desespero de causa nas redes sociais, não constituem grande ameaça para o estabelecimento britânico, que tem do seu lado os braços armados da polícia e dos tribunais. Mas parece neste momento evidente que as coisas chegaram a um ponto insustentável.

Nenhum país consegue sobreviver muito tempo a este nível de revolta por parte dos cidadãos.

 

 

Mas vamos partir do princípio que nada vai acontecer de apocalíptico até 2028 ou 29, quando o Reino Unido terá enfim eleições legislativas. Projectando resultados com base no que sabemos agora, não há grandes dúvidas de que o Reform UK de Nigel Farage sairá vencedor desse escrutínio (mas provavelmente sem maioria absoluta). O que só vai piorar o ambiente que se vive nas ilhas britânicas, porque Farage é outro Trump, chapado, e vai trair completamente as expectativas do seu eleitorado, mais a mais porque terá que fazer alianças com os conservadores. Mais a mais porque muitos dos conservadores que fizeram parte dos anteriores governos de Boris Johnson e Rishi Sunak – globalistas até mais não e que desenvolveram políticas de imigração suicidas – já integram neste momento os quadros de topo do Reform UK.

Nessa altura, quando as pessoas perceberem que foram enganadas, a raiva, a frustração, a indignação que já hoje se vive para lá do Canal da Mancha será muitíssimo difícil de conter.

O Reino Unido é uma guerra civil à espera de acontecer. Já há muito tempo à espera de acontecer.

E uma nota histórica: a última vez que os ingleses se deram ao sangue da guerra intestina, a revolução demorou 48 anos a ser bem sucedida (1640-1688).