O Pentágono está cada vez mais preocupado com os esforços dos serviços de informação israelitas para espiar altos funcionários dos EUA e elevou o nível de ameaça de contra-espionagem em relação ao seu “aliado” estrangeiro para o alerta máximo, segundo uma reportagem da NBC News publicada na semana passada.

Citando actuais e antigos responsáveis, a emissora norte-americana revelou que a Agência de Inteligência de Defesa (DIA) do Pentágono emitiu recentemente uma nova avaliação de ameaça de contra-espionagem no contexto de divergências entre Washington e Telavive sobre como prosseguir a guerra de agressão contra o Irão.

A DIA terá publicado uma mensagem interna elevando o nível de ameaça de espionagem em relação a Israel para “crítico”, identificando também uma série de incidentes específicos que aumentaram as preocupações dos EUA.

O Pentágono está particularmente preocupado com o facto de Israel estar a monitorizar altos funcionários dos EUA para obter informações sobre deliberações internas entre os conselheiros próximos do Presidente Donald Trump relativamente à tomada de decisões sobre os conflitos no Médio Oriente.

Um porta-voz da embaixada israelita em Washington, D.C., negou a notícia, classificando-a de “completamente falsa”. Um funcionário da Casa Branca também negou a notícia, afirmando que “foi originada por alguém que não tem conhecimento do que está a acontecer”.

Mas toda a gente sabe que a Casa Branca está infestada de sionistas, que a Mossad contaminou todo o governo federal americano com toupeiras e que o presidente norte-americano é refém de Telavive, pelo que as negações valem o que valem, ou seja: menos que zero.

Desde que o frágil cessar-fogo no Golfo Pérsico foi anunciado no início de Abril que Trump tem vindo a negociar com o Irão para pôr fim à guerra que ele e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, iniciaram a 28 de Fevereiro. Mas os iranianos não estão a facilitar uma saída airosa do buraco catastrófico onde a actual administração americana se enfiou.

Em resposta às negociações, vozes nos meios de comunicação israelitas e entre políticos do país afirmaram que qualquer acordo para pôr fim à guerra representaria agora uma derrota para Israel. Netanyahu pressionou para o retomar dos bombardeamentos contra o Irão e, desafiando claramente Donald Trump, continuou a bombardear o Líbano, apesar do cessar-fogo.

Israel está interessado em saber se Trump decidirá retomar as principais operações de combate contra o Irão ou terminar o conflito, e apesar do alerta da DIA, a partilha de informações de alto nível com Israel não foi afectada, segundo os relatos.

O Estado sionista é conhecido pela espionagem agressiva, incluindo contra os EUA, que fornecem a Israel milhares de milhões em ajuda militar anualmente, sem os quais a sua própria existência seria ameaçada

Quando viajam para Israel, as autoridades norte-americanas utilizam frequentemente telemóveis e computadores descartáveis ​​e presumem que a inteligência israelita colocou escutas nos seus quartos de hotel para ouvir conversas confidenciais.

Na década de 1980, o analista de informações da Marinha dos EUA, Jonathan Pollard, foi preso e condenado a 30 anos de prisão por entregar malas cheias de documentos ultrassecretos à inteligência israelita. Quando regressou a Israel, o primeiro-ministro Netanyahu recebeu-o como um herói no aeroporto de Telavive.

Curiosamente, a decisão do Departamento de Guerra de elevar o nível de alerta devido à espionagem sionista surge numa altura em que os legisladores em Washington se mobilizam discretamente para integrar as forças armadas americanas e israelitas de um forma holística e sem precedentes.

Como o ContraCultura documentou na semana passada, uma cláusula da Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) de 2027 propõe iniciativas bilaterais de defesa que “praticamente fundiriam as forças armadas dos dois países”, segundo uma análise do documento feita pela Responsible Statecraft.

Vários deputados apresentaram projectos-lei no início da semana passada com o objectivo de bloquear a integração proposta na NDAA, que define os valores e as prioridades orçamentais para as onerosas e inaudtáveis forças armadas dos EUA no próximo ano.

Os parlamentares argumentaram que a Secção 224 permitia consolidar a ajuda dos EUA a Israel sem a devida supervisão e propuseram uam revisão ao projecto-lei. No entanto, os membros do unipartido pró-Israelita do Congresso, esmagadoramente maioritários, rejeitaram sumariamente a emenda.

O episódio demonstra claramente que não há forma de contrariar o Regime Epstein e que em Washington quem manda é Telavive.