É de loucos, mas dois académicos da universidade de Michigan publicaram um paper que defende ser moralmente justificável o uso de carraças geneticamente modificadas para disseminar uma alergia à carne nos seres humanos que é até potencialmente fatal.

Num artigo publicado pela Western Michigan University no ano passado, os investigadores Parker Crutchfield e Blake Hereth defendem que a engenharia genética de carraças para disseminar a síndrome alfa-gal (AGS) e causar alergias à carne vermelha, com o objectivo de criar uma sociedade sem consumo de carne, seria moralmente justificável. Os investigadores defenderam que o consumo de carne é imoral, citando o sofrimento animal e os danos ambientais.

Depois de sujeito a uma cerrada bateria de críticas, o artigo foi posteriormente descrito como apenas uma “experiência mental”. Os autores esclareceram que não foi realizado qualquer ensaio laboratorial, embora notem que será possível cultivar alergias à carne vermelha em toda a população humana, no futuro. Os críticos consideraram a proposta perigosa e arbitrária, criticando o argumento dos investigadores de que infectar pessoas com uma doença potencialmente fatal transmitida por picadas de carraças não violaria os seus direitos e liberdades fundamentais.

Um crítico da tresloucada ideia dos “cientistas” de Michigan afirmou, assertivamente, a este propósito:

‘Isto não é terrorismo biológico? Não deveriam ser presos?’

É. E deveriam, sim.

A AGS é uma alergia grave, potencialmente fatal, desencadeada pelo consumo de carne vermelha, como a carne de porco, de borrego e de bovino, e de produtos derivados de mamíferos. Os sintomas da AGS variam de ligeiros a graves, incluindo urticária ligeira, dor de estômago e anafilaxia, uma condição em que a pressão arterial da pessoa cai rapidamente, impossibilitando a respiração. Entre 2017 e 2022, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) reportaram cerca de 90.000 casos suspeitos de AGS nos EUA, com uma estimativa de 15.000 novos casos a cada ano. Aproximadamente meio milhão de americanos sofrem de AGS. Actualmente, não existe cura para a a doença, e o tratamento exige a abstinência permanente de produtos de carne vermelha e o uso de vários tipos de medicamentos.

Mas o método de converter humanos em vegetarianos através de carraças, para além de abominável, traria outras complicações de saúde pública. Estes parasitas transmitem várias doenças graves, como a Febre da Carraça, a Doença de Lyme, a Anaplasmose e a Erliquiose, a Babesiose, a Encefalite e febres hemorrágicas. A maior parte destas doenças podem ser fatais, se não são diagnosticadas e tratadas a tempo.

E já agora: como é que o processo seria implementado? Levavam-se as pessoas, por força das armas, a ‘centros de inoculação’? Produziam-se biliões de carraças em laboratório para as espalhar depois pelo mundo? Tudo isto é estúpido e a parte mais estúpida de tudo isto é existirem académicos que dedicam o seu tempo a este tipo de “investigação”, facto que é só por si eloquente do estado lamentável das academias norte-americanas, completamente dominadas pela classe Epstein, para a qual não há manipulação biológica e genética de seres humanos que seja condenável.

No entretanto, um dado estatístico deveras preocupante (para alimentar teorias da conspiração): Um relatório do CDC divulgado no final de Maio mostrou que as visitas às urgências causadas por picadas de carraças nos Estados Unidos dispararam de 39 por 100.000 para 137 por 100.000. Os dados abrangem as visitas às urgências entre Março e Abril em dez estados do Centro-Oeste.