Uma análise de dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês) revela que os trabalhadores estrangeiros ocuparam a grande maioria dos novos empregos nos EUA desde o início da pandemia COVID-19.

Os dados, destacados pelo Official Layoff no X, indicam que o emprego de estrangeiros aumentou 4,3 milhões desde Fevereiro de 2020, enquanto o mercado de nativos cresceu apenas em 471 mil empregos. Esta mudança elevou a participação de estrangeiros na força de trabalho de 17,5% para 19,6% — quase um em cada cinco.

 

 

A disparidade na criação de emprego gerou debates sobre a estrutura do mercado de trabalho dos EUA, com os americanos, em grande parte, a deixarem de beneficiar da criação de novos empregos, uma vez que o recrutamento de estrangeiros cresce 42 vezes mais rápido do que o de nativos.

Um responsável da Official Layoff afirmou a este propósito:

“Esta é a estatística mais alarmante que vai ler hoje. O emprego de estrangeiros está a crescer 42 vezes mais rápido do que o de nativos desde 2019. QUARENTA E DUAS VEZES.”

A tendência não desacelerou com o regresso de Donald Trump ao poder executivo, e o Official Layoff registou mais de 335.000 despedimentos em 2026 em vários sectores (92.000 só em fevereiro deste ano), levantando ainda mais questões sobre a tendência dos empregadores em contratar estrangeiros em vez de locais. Examinando os dados de emprego num período mais longo, cerca de 52% dos novos empregos foram para estrangeiros desde 2007.

Estes números são ainda mais arrepiantes se os cruzarmos com aqueles que o ContraCultura noticiou em 2023: Depois dos motins BLM de 2020, a América corporativa prometeu contratar muito mais pessoas de cor. A promessa, inerentemente racista, foi cumprida: de entre 320 mil novos postos de trabalho criados em 2021, apenas 20 mil foram entregues a profissionais de cara pálida. Ou seja: 94% dos novos empregos criados nas 100 maiores corporações americanas em 2021 foram entregues a profissionais não brancos.