O Telegraph publicou um artigo de tal forma parvalhão que parece paródia. Segundo o órgão de propaganda globalista, a “extrema-direita” já não é domínio de homens carecas de botas e tatuagens. Não, agora é liderada por “jovens mulheres incrivelmente fotogénicas” que ousam ficar bem diante das câmaras enquanto alertam (ah, o horror!) para a imigração massiva, os gangues de violadores muçulmanos, a substituição demográfica e o apocalipse cultural do Ocidente.
E esta mulheres ainda são mais ameaçadoras para a civilização que os nenonazis de antigamente.
O texto, da autoria de uma tal Leaf Arbuthnot, até parece inócuo de princípio,, mas depois progride para um manifesto liberal-leninista da pior espécie.
Not so long ago, the stock image of someone from the far-Right was easily summoned: they’d be male, obviously, and very probably bald, and questionable tattoos.
The face of the far-Right, it seems, is changing – and it’s becoming a good deal prettier ⬇️https://t.co/K8xXWHSdgK pic.twitter.com/irtXPyGD9X
— The Telegraph (@Telegraph) May 15, 2026
Contexto: Três activistas estrangeiras – Ada Lluch, Valentina Gomez e Eva Vlaardingerbroek – foram proibidas de entrar na Grã-Bretanha para um comício de Tommy Robinson. O governo de Keir Starmer proibiu a entrada de pelo menos sete vozes estrangeiras no protesto, incluindo as mulheres destacadas pelo Telegraph.
Os críticos apontaram o flagrante duplo critério: marchas de causas fracturantes da esquerda com retórica abertamente radical são frequentemente toleradas, enquanto uma manifestação focada nos problemas que afligem os cidadãos nativos, que atrai dezenas ou centenas de milhares de pessoas, resulta em bloqueios preventivos de vistos para os oradores.
O governo de Kier Starmer permite e celebra a entrada de migrantes não verificados e até de radicais islâmicos, mas impõe restrições aos críticos mais eloquentes da imigração descontrolada.
Arbuthnot traça assim um perfil detalhado das mulheres proibidas de entrar no Reino Unido. A activista catalã Ada Lluch denunciou a “invasão completa” das democracias ocidentais, a influenciadora norte-americana Valentina Gomez alertou para “muçulmanos violadores a tomar o poder” e a comentadora holandesa Eva Vlaardingerbroek falou sobre “a violação, a substituição e o assassinato do nosso povo”.
O artigo alerta ainda para as mulheres atraentes nascidas no Reino Unido, incluindo a influenciadora britânica Saskia Teague. Com mais de 100 mil seguidores no Instagram, mistura selfies bem dispostos com apelos do género “Inglaterra para os ingleses”, deportações em massa e o fim do multiculturalismo sem vergonha. Arbuthnot comenta o “cabelo anglo-saxónico” da figura mediática e finge-se surpreendida por Teague rejeitar a ideia de que esteja a ser “usada” por homens.
Mas o cinismo da peça vem a seguir, quando os suspeitos do costume aparecem para se indignar. O ‘investigador’ da Hope Not Hate, Alex MacKinnon, chama-lhe um esforço de “glamourização” para se livrar da “imagem de bandida violenta”. Hannah Rose, do Instituto para o Diálogo Estratégico, diz que parecer desejável atrai seguidores e enquadra-se na ideologia de que as mulheres devem ser “esteticamente agradáveis”.
Porque Rose acha que as mulheres devem ser esteticamente desagradáveis. Mais: ser “esteticamente agradável” é agora uma ideologia. Uau. O Contra predispõe-se desde já a apoiar e tudo fazer para propagar este programa ideológico.
A implicação é que estas mulheres não podem acreditar no que estão a dizer – como são belas não podem ser assim tão perspicazes como isso, e devem estar a ser manipuladas por forças sinistras (ou são pagas por Moscovo). Porque, na óptica da imprensa corporativa e da cronista em causa, nenhuma jovem atraente poderia alguma vez perceber o que se passa com o seu país.
Ah yes, young women couldn’t possibly be concerned about the erasure of their safety, culture and freedom.
What a woeful and pathetic excuse of so-called ‘journalism’.
— Emily Wilding Davison🏴 (@Wommando) May 15, 2026
The Leftwing establishment is so accustomed to the freak show they attract that normal, feminine women are an oddity that terrifies them. 😂
— Caldron Pool (@CaldronPool) May 15, 2026
Este é o mesmo pasquim, dito ‘conservador’, ainda por cima, que publica artigos e mais artigos sobre a ameaça da “extrema-direita”, ao mesmo tempo que ignora os escândalos de gangues de violadores muçulmanos, as ‘no go zones’ e o aumento vertiginoso da violência contra mulheres e raparigas. Isto apesar do Telegraph admitir até que a mudança de rostos e estereótipos na “extrema-direita” vem de jovens “profundamente descontentes com os partidos tradicionais” e desiludidos com a vida moderna.
Porém Arbuthnot acha que, em vez de questionarem a origem desta desilusão, estas mulheres preocupam-se obsessivamente com os filtros do Instagram e em “embelezar” a imagem (a cronista, claramente, não se preocupa nada com isso). Porque se não fossem assim tão fúteis (e se não fossem assim tão belas), votariam certamente em Keir Starmer ou em Kemi Badenoch ou em qualquer servo dos poderes instituídos que o estabelecimento britânico propõe aos cidadãos.
It’s always the ugly jealous unattractive cat ladies that hates attractive women trying to stand up for their country pic.twitter.com/UqYGMEi5Hl
— Zee 🔥 (@Zeeeee_xx) May 15, 2026
Esta é também a mesma estafada estratégia que a esquerda utiliza há décadas. Não há muito tempo, na era Biden, estações como a MSNBC insistiam que a saúde e a boa forma eram a “nova porta de entrada para a extrema-direita”. Até mesmo o aperfeiçoamento pessoal básico perturba a sensibilidade liberal. Uma mulher atraente e articulada que se opõe a fronteiras abertas, terá necessariamente que ser uma “agitadora de extrema-direita”. Aparentemente, apenas os radicais desleixados, de cabelo azul e com um piercing no nariz têm permissão para ter opiniões políticas, autênticas.
Quem cheira mal, pensa bem.
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