Centenas de manifestantes cercaram a Esquadra Central de Polícia de Southampton, em Inglaterra, na terça-feira, entoando palavras de ordem como “Não consigo respirar!”, após o assassinato de Henry Nowak, um jovem branco de 18 anos, por Vickrum Digwa, um sikh de 23 anos.

Os protestos foram impulsionados pela divulgação de imagens da câmara corporal da polícia que mostravam Nowak a implorar por ajuda enquanto os agentes se recusavam a acreditar que tinha sido esfaqueado, prendendo-o brutalmente com base numa alegação infundada de racismo por parte do assassino. A vítima acabou por sangrar até à morte na presença dos agentes.

 

 

Tommy Robinson, que marcou presença no protesto, discursou para a multidão, afirmando:

“Um miúdo branco que não fez nada foi algemado, um assassino na posse de uma faca que esfaqueou alguém cinco vezes não é.”

Os manifestantes abandonaram depois a esquadra e marcharam em direcção à rua da família Digwa, levando a intensos confrontos com a polícia.

 

 

Assassino condenado a 21 anos de prisão.

Vickrum Digwa foi condenado a uma pena mínima de 21 anos de prisão na segunda-feira, o que significa que poderá ser libertado aos quarenta anos.

Nigel Farage, líder do partido Reform UK, instou o Procurador-Geral a recorrer da sentença, procurando uma pena mais severa nos tribunais superiores, argumentando que os maus-tratos sofridos por Nowak são uma clara evidência de “preconceito anti-branco” no policiamento britânico.

 

Polícia envolvido na ocorrência demite-se.

Um dos polícias envolvidos no incidente que levou à morte de Nowak demitiu-se entretanto.

Um porta-voz da Polícia de Hampshire e da Ilha de Wight afirmou a este propósito na terça-feira:

“Três dos polícias ainda estão no activo, um polícia demitiu-se.”

O Gabinete Independente de Conduta Policial (IOPC) está a investigar o incidente. Até ao momento da publicação deste artigo, não há qualquer indicação de que algum dos agentes tenha sido punido pelo seu infame envolvimento na morte de Nowak.

 

Pai e irmão do assassino apresentam-se em tribunal por posse ilegal de armas.

Vários membros da família do assassino sikh Vickrum Digwa enfrentam múltiplas acusações relacionadas com armas ilegais e com o brutal assassinato do adolescente branco Henry Nowak.

Vickrum Digwa compareceu no Tribunal de Magistrados de Southampton acompanhado pelo pai, Moga Singh, de 52 anos, e pelo irmão, Gurpreet Digwa, de 27 anos, por várias acusações relacionadas com armas. Os três homens são acusados ​​de posse de armas ofensivas em local privado, incluindo uma faca de abertura automática, um bastão extensível, soqueiras, um machado, espadas e kusaris. Gurpreet Digwa enfrenta ainda quatro acusações adicionais relacionadas com um bastão extensível, uma espingarda de ar comprimido, um machado e um kirpan, alegadamente transportados em locais públicos.

Todos os alegados crimes datam de 4 de Dezembro de 2025, um dia após o assassinato de Nowak. A juíza Jennifer Pitt adiou o caso para 9 de Julho, libertando sob fiança incondicional Moga Singh e Gurpreet Digwa, enquanto Vickrum Digwa foi libertado sob fiança técnica devido à sua pena de prisão por homicídio. O tribunal aprovou também a sua comparência remota, por videoconferência a partir da prisão, na próxima audiência. A mãe de Digwa, Kiran Kaur, já tinha sido condenada por ajudar a esconder a arma do crime que matou Nowak.

O caso sugere que a família de Digwa, que ajudou a enganar os polícias sobre o estado de Henry Nowak enquanto este morria, negando que tivesse sido esfaqueado e alegando que era racista, pode enfrentar pelo menos algumas consequências judiciais após o homicídio.

 

Farage exige acção contra a cultura “anti-brancos”.

Após a divulgação, na noite de segunda-feira, das imagens da câmara corporal da detenção de Henry Nowak em Southampton, Nigel Farage, líder do Reform UK, emitiu um comunicado de emergência na manhã de terça-feira. Farage recapitulou as imagens da detenção de Nowak, referindo:

“Ele foi tratado de uma forma que fez com que uma acusação de insulto racial fosse tratada com mais seriedade do que um homicídio”.

Alertando que a Grã-Bretanha está agora sob o domínio de uma cultura de duas classes e anti-branca, o líder do Partido Reformista comparou a reacção das autoridades britânicas à morte Nowak com o que aconteceu nos EUA em 2020 com o “criminoso reincidente George Floyd”, referindo:

“Em poucos dias, Keir Starmer ajoelhou-se, o movimento Black Lives Matter explodiu por todo o país e a estátua de Churchill foi vandalizada. Agora, qual foi a reacção do público, dos nossos líderes e políticos e, para ser franco, de grande parte dos media a isto? Silêncio, silêncio absoluto. Prova, se é que alguma vez houve alguma, de que estamos a viver numa cultura de duas classes neste país, onde os direitos dos brancos importam menos do que os das minorias étnicas. Precisamos de uma mudança cultural. Basta de preconceitos contra os brancos. Precisamos de promover a ideia de que as vidas brancas importam tanto como as vidas negras.”

 

 

Líder ‘conservadora’ do Reino Unido ataca Farage: “Não quero ouvir falar que as vidas brancas são importantes.”

Olukemi “Kemi” Badenoch, a líder nigeriana do Partido dito Conservador no Reino Unido, atacou o apelo de Nigel Farage para acabar com o “preconceito anti-brancos” após as imagens do comportamento da polícia terem mostrado como Nowak foi deixado a morrer por ter sido acusado de racismo pelo seu assassino Sihk.

Badenoch, num momento em que definitivamente condenou o seu partido à irrelevância eleitoral, afirmou:

“Não quero ouvir falar que ‘Vidas Brancas Importam’”.

Posteriormente, numa entrevista na terça-feira à noite, Badenoch criticou a resposta de Farage às imagens recentemente divulgadas da detenção de Henry Nowak, condenando as declarações do líder do Reform UK como divisivas e dizendo que o país estava a “mergulhar no tribalismo”.

Será pertinente lembrar que Badenoch já tinha expressado as suas próprias inimizades tribais, descrevendo os nigerianos do norte como os seus “inimigos étnicos”. E durante os protestos do movimento Black Lives Matter em 2020, Badenoch não se escusou a publicar um tweet com o slogan “As vidas negras importam”.