Israel intensificou a sua campanha militar no Líbano, visando, alegadamente, dezenas de alvos do Hezbollah, à medida que as tensões no Médio Oriente aumentam e no contexto de negociações de paz cruciais.
Israel intensificou significativamente as suas operações militares no Líbano, tendo como alvo mais de 70 alvos do Hezbollah, incluindo quartéis-generais e depósitos de armas, apesar de um cessar-fogo oficial. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou na segunda-feira que ordenou às Forças de Defesa de Israel (IDF) que “pressionar ainda mais” o Hezbollah, citando alegados ataques com drones realizados pelo grupo apoiado pelo Irão.
Os ataques expandiram-se nas últimas horas por todo o Líbano, incluindo Tiro, Vale do Bekaa e subúrbios a sul de Beirute, com ordens de evacuação emitidas para algumas áreas.
O primeiro-ministro israelita afirmou a este propósito:
“Vamos atacá-los decisivamente… o que isto exige de nós agora é intensificar os golpes, aumentar a força.”
Não admira que Netanyahu ignore o cessar-fogo, já que até Donald Trump o violou esta semana, atacando posições iranianas junto ao Estreito de Ormuz.
Mais de 3.180 mortes libanesas foram relatadas desde Março, sendo que estes números não diferenciem entre civis e combatentes. As forças israelitas nunca respeitaram qualquer cessação das hostilidades, bombardeando e atacando o território do Líbano, incluindo estruturas civis, logo depois dos EUA e o Irão terem chegado a um acordo de tréguas, no princípio de Abril.
Fala quem manda.
Entretanto, o Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, reagiu com a característica pesporrência do aparelho sionista quando questionado sobre o potencial acordo de paz entre Washington e Teerão, deixando bem claro que Telavive, e não a Casa Branca, decidirá os próximos passos e declarando que nenhum acordo com o Irão avançará a menos que Israel o aprove pessoalmente.
“Não permitiremos que isso aconteça (…) Um mau acordo para o Estado de Israel pode prejudicar vidas humanas”.
Sim, prejudicará as vidas humanas que constituem o executivo de Banjamin Netanyahu e rigorosamente mais ninguém.
Israeli National Security Minister Itamar Ben-Gvir went ballistic when pressed about President Trump’s potential peace deal with Iran.
He made it crystal clear that Israel, not Washington, will decide what happens next, declaring that no deal with Iran will move forward unless… pic.twitter.com/jMl1gKHB3K
— Shadow of Ezra (@ShadowofEzra) May 26, 2026
E ainda há gente que duvida da servidão de Donald Trump em relação aos interesses israelitas (seja por chantagem, seja por outra razão qualquer). Que outro chefe de estado norte-americano assistiria passivamente à constante desautorização por parte do governo de um pequeno país no Médio-Oriente?
É que nem Joe Biden.
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