Coming Up – Suede

Os Suede são aquele género de agrupamento circense que uns amam loucamente e outros odeiam com paixão. À primeira audição parecem uma lamentável versão de Bowie enquanto Ziggy, se Ziggy fosse um astronauta perdido em Manchester, na última década do século XX. Mas depois do primeiro susto revivalista, percebemos outras coisas. Percebemos o choque eléctrico e visceral, percebemos a vitalidade e o poder criativo, percebemos que “Coming Up” é uma sucessão de actos de fé, rituais devotos dedicados ao deus do rock and roll, sacrifícios desesperados no altar da juventude perdida.
Ouvimos este disco (nós, os fãs) e não sabemos bem se devemos dançar pela chuva, fornicar até ao fim da capacidade atlética, conquistar as muralhas de Troia ou muito simplesmente: chorar por mais.
Gosto tanto desta banda (já fui à Zambujeira e vim na mesma noite só para os ver ao vivo), gosto tanto de Brett Anderson, gosto tanto deste disco, que todas as palavras do meu escasso léxico perdem a sua dimensão semântica. Por isso, façam um favor a este triste rapsodo em falência técnica e oiçam, o mais alto que for possível, o eufórico “Filmstar”. É uma festa de manifesto.
Different Class – Pulp

Na história acústica da minha vida, os Pulp ficaram e vão ficar como uma máquina feroz de espanto e transcendência. Uma força positiva no sistema lírico do mundo.
The Bends – Radiohead

Eu perdi os Radiohead algures depois de “Hail to the Thief”, porque não sou um fã maluco de música erudita, que é o que eles fazem actualmente e já há uns tempos. Mas não tenho dúvida nenhuma que a banda foi, é e continuará a ser por mais umas épocas um fenómeno artístico ímpar, incontrolável e triunfante.
A Maximum High – Shed Seven

Are you going for gold? Bum.
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