Nas últimas décadas, o debate em torno do aborto tendeu a fechar-se em posições extremas e simplificações mediáticas. É precisamente para romper com essa superficialidade que publico agora o meu novo livro, Genocídio Silencioso, editado pela Vida Económica — uma editora que corajosamente apostou nesta obra e num tema tão fracturante da nossa actualidade. O livro nasce como uma reflexão profunda e provocadora que aborda esta realidade sob uma perspectiva ética, social, científica e cultural, sem receio de agitar as águas do debate público.
O meu objectivo não é apresentar um mero panfleto ideológico, mas sim propor um olhar crítico sobre a evolução do discurso que rodeia o aborto, desafiando o leitor a questionar as narrativas dominantes. Escrevi este livro para quem procura compreender o tema para além dos slogans. Ao longo das páginas, convido a confrontar questões fundamentais sobre a vida humana, a dignidade e a responsabilidade individual e colectiva. Não pretendo apenas informar; procuro, sim, despertar consciências e promover um debate mais amplo, fundamentado e civilizacional.
As Narrativas em Análise
Longe de uma análise puramente teórica, a obra centra-se em eixos que considero fundamentais. Proponho uma análise detalhada, sustentada em referências históricas, científicas e filosóficas, que examina criticamente as diferentes narrativas que hoje justificam o aborto: a eugénica, a económica, a sanitária e a dos “direitos”. Através do cruzamento de dados, história, argumentação ética e testemunhos pessoais, procuro expor as contradições sociais e dar voz a dimensões que são frequentemente omitidas no espaço público.
Entre os temas centrais que coloco à discussão, destacam-se:
• A evolução histórica, ética e política do discurso sobre o aborto;
• A questão da natureza e da dignidade do nascituro;
• As consequências psicológicas, sociais e culturais da prática abortiva;
• A relação entre o aborto, a sociedade contemporânea e os valores humanos.
Um Convite à Reflexão Crítica
Genocídio Silencioso dirige-se a um público adulto, com interesse em temas sociais e disponibilidade para a reflexão. É uma leitura especialmente indicada para profissionais e estudantes das áreas da saúde, do direito e das ciências sociais, bem como para todos os interessados em ética e filosofia contemporânea.
Não exijo do leitor uma concordância prévia com as minhas teses; exijo, sim, a honestidade intelectual de pensar criticamente e o desapego para questionar ideias previamente assumidas. Num tempo de consensos instalados que raramente são postos à prova, este livro surge como um contributo que considero valioso para elevar o nível da discussão pública.
O livro, com a chancela da Editorial Vida Económica, já se encontra disponível para compra em livrarias físicas e plataformas digitais.
MARIA HELENA COSTA
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Maria Helena Costa nasceu em Aveiro, em 1965. É cristã, conservadora, casada, mãe de três filhos e avó de duas netas. Preside à Associação Família Conservadora e é deputada municipal. Realiza regularmente palestras sobre os impactos das correntes ideológicas contemporâneas na infância. É autora de várias obras publicadas, entre as quais: Identidade de Género – Toda a Verdade (2019), #éhoradospais – Uma defesa do superior interesse das crianças (2020), Feminismo Tóxico (2022), Ideologia de Género – Crónicas publicadas no Observador (2023) e Identidade de Género – Ideologia ou Ciência? (2025).
As opiniões da autora não reflectem necessariamente a posição do ContraCultura.
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