É fácil, porque quem paga os delírios, os deslizes, os desastres e as desventuras das elites são sempre os mesmos.

E quem vai carregar os custos astronómicos dos gigantescos Centros de Dados (e das centrais eléctricas que os alimentam) e que estão a ser construídos para alegadamente sustentar a indústria luciferina da inteligência artificial e do Estado de vigilância que o Regime Epstein está a levantar é a ralé, claro.

Isto para já não falar na factura que já estamos todos a pagar (sim, na Europa também) pelo consumo desenfreado de electricidade e água potável destas infraestruturas (por que raio é que a água que os centros de dados consomem tem que ser potável?).

É o próprio demónio da BlackRock, Larry Fink, que admite que os triliões de dólares utilizados para construir estas infraestruturas virão das contas de poupança e dos fundos de pensões das pessoas comuns, e afirma que isso não só é necessário, como mandatório (aparentemente, é ele, que nunca foi eleito por ninguém, quem manda no dinheiro dos americanos).

Fink diz neste clip absolutamente chocante que os Estados Unidos precisam de triliões em investimentos em infraestruturas de IA e que as pessoas serão forçadas a “investir” nisso. Não os bilionários, não os tecnocratas, não os banqueiros, não os gestores de fundos de Wall Street, não os senhores do universo de Silicon Valley, não a BlackRock, que vale 166 biliões de dólares e que gere fundos no valor de 14 triliões de dólares, mas as massas, os contribuintes, os aforradores da classe média, os consumidores em geral.

 

 

O que ele não explica é porque é que tudo isto é assim tão “necessário”. Como o Contra já documentou, a China tem apenas 500 centros de dados (os EUA têm mais de 5.000 e outros 2.000 em construção) e a sua indústria de IA não fica atrás de ninguém. Para que é que os Estados Unidos querem tantas data centers? Qual é o end game? Para que é que servem realmente?

Mas o que choca mais nestas declarações é que Fink apresenta a factura como um facto consumado. Ele põe e dispõe do dinheiro dos outros como se tivesse sido eleito como Ditador da Galáxia. Este homem não tem assento no Capitólio. Não foi eleito por ninguém. É CEO da Black Rock e co-director do WEF (claro!), mas não tem autoridade ou legitimidade política, nem mandato consagrado pelo voto. O que nos apresenta com peremptória convicção não foi sufragado pelos cidadãos de lado nenhum nem sequer é legitimado por qualquer ordem executiva de Donald Trump ou projecto-lei do Congresso norte-americano.

Tanto mais que é exigido às massas o oneroso dispêndio de um programa tecnológico que servirá sobretudo para as fascizar, vigiar, manipular, controlar, alienar e empobrecer.

Mas quem manda é Larry Fink, aparentemente. E os americanos, tanto como toda a gente no Ocidente, acatam. Já nem donos do seu dinheiro são. Têm que fazer com ele o que Satanás deseja.

É espantoso.