Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
Efésios 6:12
Um dos podcasters de grande potencial dissidente que está neste momento “em fogo” no cenário mediático norte-americano é Baron Coleman. Ex-advogado e ex-radialista, Coleman tem um canal no Youtube que explodiu depois de começar a investigar a mais que frágil narrativa sobre a morte de Charlie Kirk, e o percurso posterior, que oscila entre o patético e o suspeito, do TPUSA, a organização que Kirk criou e que a sua viúva alegre está a destruir. Acresce que o canal de Coleman foi por várias vezes recomendado por Candace Owens, que tem hoje uma influência nas audiências online que pode apenas ser qualificada como brutal.
O vídeo que escolhemos para apresentar Coleman à audiência do Contra não tem porém nada a ver com o assassinato de Charlie Kirk nem com o controverso rumo que tomou o seu Turning Point USA, mas com três eixos dinâmicos do Regime Epstein que aparentemente não têm nada a ver uns com os outros, mas que Coleman relaciona de forma deveras assertiva, no contexto do controlo das massas, da forma como pensam e sentem o mundo, e da grande máquina de alucinação, que Jiang Xueqin tem denunciado recentemente e que o Contra já documentou, que está a ser montada sobre a consciência humana já há uns largos anos para cá.
Baron argumenta que o governo dos EUA mente ou omite informações com fanática consistência, relacionando esse fraudulento e transformista comportamento com um plano mais vasto que integra uma manobra para-psicológica sobre a humanidade, alertando a sua audiência para o que diz Paulo no versículo da carta com que iniciámos este texto: a luta que travamos contra o Regime Epstein, o Regime WEF, as elites demónicas que se instituíram no poder no Ocidente, é de ordem espiritual.
O estranho caso de um salão de baile com uma base militar secreta na cave.
Depois de uma ‘Opening Statement‘ em que faz uma viagem no tempo, regressando à Guerra Fria para demonstrar que a falsificação da realidade e o encobrimento das actividades do governo federal americano não é um fenómeno novo, Baron prossegue com a análise crítica da obra que Donald Trump está a realizar na Casa Branca, e que começou por anunciar como uma expansão do salão de baile, paga por entidades privadas, mas que entretanto passou a uma complexa ampliação do edifício, com uma cave que vais servir para fins militares e de inteligência (sem que se saiba exactamente com que objectivos específicos e funcionais) e que vai custar um bilião de dólares aos contribuintes americanos.
O ballroom, que agora já está a ser apelidado de ‘Ba’al Room’ (de Ba’al, deus cananeu do trovão e símbolo da tentação pagã e da infidelidade a Deus na tradição judaico-cristã) foi projectado por um arquitecto sionista e, como a informação sobre o que se vai passar por baixo do salão é escassa, as teorias da conspiração já dispararam em todos os sentidos, justificadamente.
Enquanto o governo justifica o complexo como a necessidade de segurança acrescida, Baron suspeita do custos elevados, do timing estranho e de uma possível ligação a algo oculto ou ritualístico.
O podcaster compara o Ba’al Room com mentiras históricas do governo (como o Project Iceworm na Gronelândia – a base secreta norte-americana de mísseis nucleares disfarçada de estação científica, que foi abandonada com resíduos tóxicos activos).
Seja como for, o que o público sabe sobre a obra que está a ser realizada na Casa Branca não é a verdade. E não deixa de ser muitíssimo estranha e anómala e suspeita a forma como a infraestrutura militar foi apresentada ao público. Com informação escassa e sob o disfarce de um salão de baile.
A explosão de centros de dados.
Coleman explora de seguida o boom global de data centers (especialmente nos EUA), muitos em locais remotos e com incentivos governamentais do governo federal americano. Enquanto as razões oficiais para esta tendência se relacionam com necessidade logística da indústria tecnológica (Inteligência artificial, cloud computing, big data, etc.), há razões para a questionar. A escala massiva destes projectos (Um data center projectado para o Utah tem dezenas de quilómetros quadrados, uma área maior que Manhattan), o consumo abismal de energia eléctrica quando o ocidente vive uma crise energética e os EUA têm grandes problemas de rede (as dezenas de data centers no Texas são os principais responsáveis pelos inúmeros apagões que acontecem neste Estado), o consumo abismal e criminoso de água potável em regiões em que a água é escassa, e o silêncio das organizações de protecção ambiental perante infraestruturas que não só libertam carbono em quantidades industriais como danificam multidmensionalmente os ecossistemas naturais e humanos onde se instalam, são razões mais que válidas para escarafunchar neste assunto.
Tanto mais que não se percebe exactamente, também aqui, a necessidade de mais de 5.000 centros de dados nos EUA (com muitos milhares projectados para o curto prazo). A China, por exemplo, tem menos de 500 destas infraestruturas e não parece deficitária de operacionalidade tecnológica por causa disso.
Baron questiona não só a súbita febre de construção destes complexos, mas quais são os seus fins, sendo certo que muita da capacidade de armazenamento de dados que está já montada e que será levantada em breve servirá objectivos de vigilância, controlada por IA, na preparação estrutural de uma sociedade digital controlada ou “nuvem” centralizada. E isto já para não falar noutras aplicações ainda mais enigmáticas e assustadoras como aquela que o Contracultura documentou recentemente: a convocação de entidades não humanas, referida por um ex-funcionário da OpenAI.
Há aqui qualquer coisa que está a escapar ao senso comum. E ao conhecimento das massas.
A PsyOp alienígena.
Caminhando para a conclusão da sua dissertação, Baron discute rumores e declarações recentes sobre OVNIs (ou APs), bem como a revelação pública de ficheiros governamentais ligados ao fenómeno, que está a ser conduzida por personagens tão dúbios como Cash Patel (director do FBI) e Pete Hegseth (chefe do Departamento de Guerra).
Mais uma vez, o podcaster questiona o timing desta divulgação que acredita constituir uma manobra de diversão e alienação das massas ou algo ainda mais sinistro ligado aos enigmas já referidos do Salão de Baile da Casa Branca e à febre dos data centers como partes de uma manobra integrada de objectivos que estão por esclarecer.
Porquê agora, a revelação OVNI? Depois de anos de negação total, de repente há briefings do Pentágono, reuniões com líderes religiosos, comissões de supervisão na Câmara de Representantes e solenes declarações públicas de congressistas, fugas de informação e denunciantes controlados pela CIA, extensos artigos na imprensa corporativa, afirmações conclusivas de peritos e cientistas, enfim, todo o aparelho mediático e institucional do Regime Epstein a funcionar num mesmo vector de propaganda. Quando assim é, o dever ético de desconfiar torna-se incontornável.
A notícia de que o governo federal convocou um grupo de pastores protestantes com o fim dos alertar para o impacto que a divulgação destes ficheiros teriam na religião cristã leva Baron Coleman a suspeitar que esta psyop poderá ter como fim o descrédito da fé em Cristo e a relativização da sua verdade e dos valores que presidem ao seu ministério.
E como já alertámos no ContraCultura, é preciso andar mesmo distraído pela curvatura da Terra para pensar que o governo federal americano, que mente sobre os 360º da realidade, vai agora dizer a verdade sobre o fenómeno OVNI. E se alguém perder a fé em Cristo a propósito desta manobra, de cristão tinha já muito pouco.
Não é a “carne e o sangue”.
No epílogo deste vídeo épico, Baron sugere que os três elementos (‘Ba’al Room’, explosão de data centers e divulgação dos ficheiros OVNI) podem estar conectados — possivelmente para controlo total das massas, no sentido mais crítico da expressão: o espiritual. O objectivo principal, não é meramente distrair ou controlar a população através do medo, mas atacar directamente a fé cristã e a visão bíblica do mundo.
Baron cita Efésios 6:12 várias vezes: a luta que travamos não é contra poderes humanos, mas contra forças espirituais das trevas, enquadrando a hipótese, que também já sugerimos aqui no Contra, dos extraterrestres não serem mais que demónios ou entidades interdimensionais que a Bíblia descreve. A divulgação não seria de extraterrestres biológicos de outro planeta, mas de algo espiritual que se apresenta como tecnológico ou alienígena para confundir as massas.
De facto, a psyop parece destinada a fazer com que os cristãos duvidem da sua fé: “Se existem extraterrestres, a Bíblia está errada?”, ou “será Jesus um astronauta de outro planeta?”, ou ainda “Se eles são os nossos criadores, Jesus não é o Salvador.”, e etc. Baron avisa aqueles a sua audiência para não se deixar iludir pelo truque de prestidigitação, recomendando que os cristãos se mantenham firmes nas suas convicções e na sua mais que justificada dissidência em relação às narrativas oficiais, mas sobretudo que não abandonem a sua fé por um artefacto psicosociológico mal amanhado.
Um excelente conselho.
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