Uma avaliação da CIA revela que o Irão preservou aproximadamente 70% do seu arsenal de mísseis balísticos, contradizendo as alegações de “destruição total” do Pentágono e da Casa Branca.
Um relatório classificado da Agência Central de Inteligência (CIA) concluiu que o Irão perdeu apenas 30% do arsenal de mísseis balísticos que possuía antes do início da campanha militar do eixo Epstein contra o país islâmico. As conclusões, detalhadas pelo Washington Post com base em três fontes familiarizadas com o documento, indicam uma elevada capacidade do Irão para absorver o choque militar inicial e preservar a sua força de dissuasão.
Uma fonte disse ao jornal:
“O Irão manteve cerca de 75% das plataformas de lançamento móveis que possuía antes da guerra e aproximadamente 70% do seu stock total de mísseis”.
A avaliação desafia a narrativa de vitória militar decisiva promovida pelas autoridades norte-americanas, apesar do actual director da CIA, John Ratcliffe, ter sido nomeado por Donald Trump e compaginar abertamente com a agenda sionista.
Recuperação subterrânea e reforço da produção.
De acordo com os analistas da CIA, os esforços iranianos foram além da simples preservação dos stocks existentes. Segundo relatos, as equipas técnicas conseguiram aceder a arsenais armazenados em instalações subterrâneas que foram danificadas ou soterradas por ataques de mísseis norte-americanos. O relatório acrescenta que Teerão conseguiu reparar vários mísseis danificados e até activou novas linhas de produção para compensar as perdas.
O Washington Post estima que o arsenal iraniano pré-guerra continha aproximadamente 2.500 mísseis balísticos, além de milhares de drones.
Contrariando as declarações oficiais dos EUA.
A avaliação da inteligência contrasta fortemente com as declarações públicas do governo americano. No mês passado, o Secretário da Defesa, Pete Hegseth, declarou que os ataques americanos tinham “exaurido e destruído” as capacidades de mísseis do Irão. No entanto, as avaliações dos serviços de informação sugerem que uma razão fundamental para a resiliência destas plataformas passa por uma extensa rede de túneis e abrigos subterrâneos construída ao longo de décadas.
E há que fazer a pergunta óbvia: se o arsenal balístico do Irão sobreviveu na sua grande parte, o que é que o regime Epstein bombardeou copiosamente (ao ponto de esgotar os seus próprios stocks e de necessitar de um cessar-fogo para se rearmar) durante todo o mês de Março?
Escolas, áreas residenciais, indústrias, pontes.
Para além da falência técnica, a insolvência moral do Regime Epstein.
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