Os pedidos de execução hipotecária nos EUA aumentaram drasticamente, sinalizando uma crescente pressão financeira sobre os proprietários de imóveis, no contexto dos elevados custos de crédito e outros problemas económicos.
De acordo com dados recentemente divulgados pela ATTOM, uma empresa de dados imobiliários, 42.430 imóveis nos Estados Unidos foram executados em Abril deste ano, marcando um aumento de 18% em relação a 2025. O pico nas execuções hipotecárias, que incluíram notificações de incumprimento, retomas de posse pelos bancos e leilões agendados, representa uma ligeira queda de 8% em comparação com Março, mas um aumento significativo em relação ao mesmo período do ano passado.
As execuções hipotecárias concluídas aumentaram 42%, no último ano.
O aumento arrepiante sugere que os elevados custos de crédito, os custos energéticos e a inflacção estão a exercer imensa pressão financeira sobre a classe média americana. Este aumento repentino das execuções hipotecárias faz lembrar o período imediatamente anterior à crise financeira de 2008.
O aumento contínuo da actividade de execuções hipotecárias levanta preocupações sobre as actuais fragilidades na economia dos EUA. No início deste ano, foi noticiado que as vendas de casas novas caíram para níveis muito abaixo das previsões. De acordo com dados governamentais então divulgados, a venda de casas unifamiliares recém-construídas caiu 17,6%. Isto representou um número ajustado sazonalmente de 587.000 unidades, o mais fraco desde o final de 2022 e muito abaixo da previsão de vendas de cerca de 722.000 unidades.
Devido à crescente ameaça à propriedade de imóveis residenciais, Donald Trump pediu ao Congresso, no início desta semana, que aprovasse um projecto-lei do Senado com restrições explícitas à compra de casas unifamiliares por investidores de Wall Street. Mas é muito improvável que esse projecto-lei seja alguma vez aprovado, considerando o poder real que as empresas que gerem os fundos de investimento imobiliário têm no Capitólio.
Como era expectável, o Regime Epstein está a conduzir os Estados Unidos à ruína, exactamente da mesma forma que o Regime WEF fez na Europa. A dívida nacional dos EUA atingiu um marco histórico a 31 de Março deste ano, quando ultrapassou o valor total da produção da economia americana (que no último trimestre de 2025 até foi 2,3% abaixo do esperado). O mercado de trabalho perdeu 92.000 empregos só no mês de Fevereiro do ano corrente e a taxa de desemprego subiu para 4,6%, o nível mais elevado desde Setembro de 2021 (em plena pandemia). E enquanto Trump desvaloriza o impacto do aumento dos combustíveis na saúde económica das famílias americanas, afirmando até que não tem qualquer preocupação com a situação financeira da população, cujo bem-estar devia ser a sua primeira prioridade, o Pentágono está a exigir mais 200 biliões de dólares ao orçamento federal, acrescido ao trilião de dólares que vai desperdiçar este ano.
Reporter: “To what extent are Americans’ financial situations motivating you to make a deal?”
Trump: “Not even a little bit… I don’t think about Americans’ financial situation.”
I can’t believe he actually said this. What a surreal and unbelievable statement from a president. pic.twitter.com/5rIALYM75Y
— Ben Swann (@BenSwann_) May 12, 2026
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