Uma nova sondagem mostra um declínio acentuado na percepção dos eleitores americanos sobre Israel, com atitudes cada vez mais negativas que transcendem as linhas partidárias.

 

De acordo com uma sondagem do Napolitan News Service junto de 1.000 eleitores registados, realizada entre 11 e 12 de Maio, apenas 33% dos eleitores norte-americanos consideram agora Israel um aliado, uma queda de 25 pontos percentuais desde Março, logo após o início da guerra com o Irão no final de Fevereiro.

A fatia de eleitores norte-americanos que consideram Israel um inimigo subiu para 21%. Além disso, 26% não observam Israel como um aliado nem como um inimigo, e outros 20% estão indecisos. Embora os Democratas sejam mais propensos do que os Republicanos a ver Israel como um inimigo, o apoio a Israel entre ambos os partidos caiu a pique. Apenas 20% dos democratas elegem Telavive como um aliado, representando uma queda de 27 pontos percentuais desde Março, enquanto 49% dos republicanos ainda acham que Israel é um aliado, representando uma descida de 21 pontos percentuais.

 

 

A sondagem confirma a sensação generalizada de que Israel está a perder rapidamente o apoio do público americano. Isto acontece em paralelo com uma mudança mais ampla em relação aos países que os americanos consideram amigos e inimigos. Embora as atitudes permaneçam desfavoráveis ​​em relação ao Irão e à Rússia, menos americanos consideram agora estes países como inimigos. Ironicamente, a fatia de eleitores norte-americanos que consideram o Irão um inimigo caiu 16 pontos percentuais desde o início do ano. Durante o mesmo período, a parte dos eleitores que consideram a Rússia um inimigo caiu 17 pontos percentuais.

Esta mudança de atitudes pode ter implicações significativas para a política externa dos EUA e para o discurso político interno, por muito que as elites ignorem a opinião das massas. A guerra com o Irão revelou-se polarizadora, com a oposição a ultrapassar as linhas partidárias de formas pouco ortodoxas. Israel tem sido alvo frequente de críticas por publicações virais nas redes sociais que acusam as instituições políticas norte-americanas de serem guiadas por interesses sionistas, mostram o genocídio em Gaza, os bombardeamentos indiscriminados no Líbano e soldados israelitas a destruir símbolos e locais cristãos tanto no Líbano como em Gaza, bem como ataques contra cristãos em Jerusalém. Israel é também visto como um país que deseja prolongar a guerra no Médio Oriente, o que desagrada aos eleitores americanos com visões não intervencionistas.