Os contribuintes do Reino Unido estão a desembolsar 629 milhões de libras por ano (~720 milhões de euros) para abrigar 10.487 criminosos estrangeiros nas prisões britânicas — uma conta que poderia pagar 16.500 polícias ou 15.000 enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS).
Enquanto o Partido Trabalhista afirma estar a deportar um número recorde de pessoas, um antigo director de um estabelecimento prisional criticou duramente o custo “impressionante” e o “processo incrivelmente lento” que deixa criminosos estrangeiros perigosos a consumir recursos públicos em vez de os devolver à procedência.
Este é o resultado directo de anos de políticas de fronteiras abertas que dão prioridade aos “direitos” dos criminosos em detrimento da segurança britânica.
Britain’s ‘staggering’ cost of foreign nationals in UK prisons torn apart by ex-prison governorhttps://t.co/9k4F9JwdOT
— GB News (@GBNEWS) May 5, 2026
Vanessa Frake, assessora para assuntos prisionais da Reform UK e ex-directora prisional, explicou a situação de forma clara à GB News.
“O custo para este país com os prisioneiros estrangeiros é exorbitante. É um processo muito longo e arrastado, que se divide em três áreas principais. O problema é a falta de documentos de identidade destas pessoas. Muitas vezes, desfazem-se dos seus passaportes, pelo que o Ministério do Interior precisa de escrever para o país de origem, e este processo é muito lento. Por vezes, o país recusa. E há, claro, as reivindicações da CEDH. As que se baseiam no artigo 8.º, direito à vida, direito à família para quem tem familiares neste país e, claro, também há erros administrativos”.
Frake acrescentou que mesmo os acordos recentes são insuficientes.
“Acabaram de fechar um acordo com a Albânia para enviar 200 prisioneiros de volta, mas isso vem com certas condições, como melhorar o sistema prisional, dar-lhes [aos estabelecimentos priosionais albaneses] Volkswagen eléctricos, etc.”
A assessora do Reform UK observou a disparidade diária de custos:
“Custa qualquer coisa como 109 libras por dia neste país para manter um estrangeiro na prisão, e vamos dar aos albaneses 32 libras por dia, por isso ainda não é rápido nem barato.”
A Albânia lidera a lista de prisioneiros estrangeiros, seguida pela Irlanda e pela Polónia. No entanto, a conclusão de Frake é que a Grã-Bretanha não pode simplesmente colocá-los em aviões.
“Não nos vamos safar apenas colocando-os num avião, temos de persuadir estes países a aceitarem estes indivíduos de volta”.
Este não é um fracasso isolado. É o padrão. A Grã-Bretanha permitiu repetidamente que criminosos violentos e extremistas conhecidos permanecessem no território ou fossem libertados, apesar de claros sinais de alerta.
Considere-se o caso mais recente de um terrorista somali em Londres que já tinha esfaqueado polícias e era um extremista conhecido. Essa Suleiman, que chegou ao Reino Unido ainda criança e tem cidadania britânica, foi condenado em 2008 por esfaquear dois polícias e um cão-polícia. Denunciado ao programa Prevent em 2020 como extremista, continuou livre para tentar assassinar dois judeus em Golders Green, no mês passado. E os trabalhistas pareceram mais preocupados com a forma como a polícia lidou com o terrorista.
Noutro caso, Shah Rahman, um conspirador inspirado pela Al-Qaeda, foi condenado por planear um atentado na Bolsa de Valores de Londres, mas não pode ser deportado para o Bangladesh porque um juiz de imigração decidiu que isso violaria o seu direito humano garantido pelo artigo 3.º contra a “tortura ou tratamento desumano”. Rahman casou com uma mulher banida do Reino Unido para sempre por posse de material do Estado Islâmico.
Em Edimburgo, um alegado imigrante somali atacou à faca os clientes de uma loja perto de uma escola. A a vereadora Jane Meagher respondeu elogiando a “diversidade” de Edimburgo como a sua “maior força” e pedindo mais “tolerância”.
Outro exemplo: Zahid Iqbal, que planeou bombardear uma base do Exército utilizando um manual da Al-Qaeda e um engenho explosivo improvisado disfarçado de brinquedo, foi libertado três anos antes do previsto, apesar dos avisos e de ter sido reconduzido à prisão logo depois por violar as condições da sua liberdade condicional.
Quantos outros como ele existem — libertados da prisão ou anteriormente acusados de crimes graves — circulando agora livremente no Reino Unido?
O Ministério da Justiça afirma que mais de 8.700 criminosos estrangeiros foram deportados desde Julho de 2024. No entanto, as prisões continuam lotadas, os custos continuam a aumentar e os britânicos nativos continuam a pagar o preço por um sistema manipulado contra eles próprios.
A crescente insegurança reflecte-se agora no sentimento público. De acordo com uma grande sondagem, quatro em cada cinco pais (80%) temem que as suas filhas cresçam a sentir-se inseguras na Grã-Bretanha.
E qual é a solução oferecida pelo estabelecimento britânico? Em Dumfries, na Escócia, as alunas receberam alarmes anti-violação após repetidas denúncias de que requerentes de asilo as estavam a perseguir e a fotografar — a resposta das autoridades ao problema, em vez de impedirem o fluxo migratório.
É isto que a imigração descontrolada e as regras de deportação brandas acarretam: os contribuintes britânicos a financiar criminosos estrangeiros que circulam livremente pelas ruas e são desculpados pelos estabelecimento.
E não será Nigel Farage, por certo, a resolver a distopia.
Relacionados
12 Jun 26
Distopia do Reino Unido: escolas ensinam às crianças que só as pessoas brancas podem ser racistas.
Um programa escolar inglês que ensina teorias raciais controversas, incluindo a afirmação de que apenas as pessoas brancas podem ser racistas, gerou reacções negativas por parte dos pais e de vários sectores da sociedade britânica.
12 Jun 26
Congressistas avançam com projecto-lei que dá a Israel acesso à inteligência dos EUA, apesar do alerta do Pentágono sobre a espionagem sionista.
O Congresso norte-americano prepara-se para aprovar um projecto-lei que vai integrar as estruturas de inteligência dos Estados Unidos e de Israel, gerando preocupações sobre a autonomia e segurança dos EUA, bem como justificadas teorias da conspiração.
11 Jun 26
Péter Magyar quer poder absoluto e a Hungria caminha para uma crise constitucional.
A Hungria está a conhecer um grande impasse político que pode ser resolvido com a violação do seu sistema constitucional, depois de Péter Magyar ter proposto uma emenda ao texto fundamental da república para destituir do cargo o Presidente Tamás Sulyok.
10 Jun 26
O Reino Unido como barril de pólvora.
Ainda em choque com o caso Nowak, os britânicos foram confrontados com a tentativa de decapitação de um nativo branco de Belfast por um imigrante sudanês, captada em vídeo. Neste momento, o clima nas ilhas britânicas é de cortar à faca, literalmente.
10 Jun 26
De mal a pior: Polícia britânica tentou incriminar Henry Nowak dias após a sua morte, quando já sabia que a vítima era inocente.
Um patamar mais abaixo, na direcção do inferno: a polícia de Hampshire tentou retratar Henry Nowak como o agressor no incidente em que foi assassinado, e interferir no julgamento do seu assassino, apesar de já ter conhecimento factual de que a vítima era completamente inocente.
9 Jun 26
Classe Epstein vs. Oligarquia WEF: Vance e Rubio criticam elites europeias pelo assassinato de Nowak. Starmer e Badenoch reagem com indignação.
A propósito do assassinato de Henry Nowak, o Regime Epstein criticou o estabelecimento WEF britânico, que reagiu prontamente, com Starmer a falar de "interferência estrangeira" e a líder "conservadora" Kemi Badenock a afirmar que não precisa de receber lições dos EUA.






