Os contribuintes do Reino Unido estão a desembolsar 629 milhões de libras por ano (~720 milhões de euros) para abrigar 10.487 criminosos estrangeiros nas prisões britânicas — uma conta que poderia pagar 16.500 polícias ou 15.000 enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS).

Enquanto o Partido Trabalhista afirma estar a deportar um número recorde de pessoas, um antigo director de um estabelecimento prisional criticou duramente o custo “impressionante” e o “processo incrivelmente lento” que deixa criminosos estrangeiros perigosos a consumir recursos públicos em vez de os devolver à procedência.

Este é o resultado directo de anos de políticas de fronteiras abertas que dão prioridade aos “direitos” dos criminosos em detrimento da segurança britânica.

 

 

Vanessa Frake, assessora para assuntos prisionais da Reform UK e ex-directora prisional, explicou a situação de forma clara à GB News.

“O custo para este país com os prisioneiros estrangeiros é exorbitante. É um processo muito longo e arrastado, que se divide em três áreas principais. O problema é a falta de documentos de identidade destas pessoas. Muitas vezes, desfazem-se dos seus passaportes, pelo que o Ministério do Interior precisa de escrever para o país de origem, e este processo é muito lento. Por vezes, o país recusa. E há, claro, as reivindicações da CEDH. As que se baseiam no artigo 8.º, direito à vida, direito à família para quem tem familiares neste país e, claro, também há erros administrativos”.

Frake acrescentou que mesmo os acordos recentes são insuficientes.

“Acabaram de fechar um acordo com a Albânia para enviar 200 prisioneiros de volta, mas isso vem com certas condições, como melhorar o sistema prisional, dar-lhes [aos estabelecimentos priosionais albaneses] Volkswagen eléctricos, etc.”

A assessora do Reform UK observou a disparidade diária de custos:

“Custa qualquer coisa como 109 libras por dia neste país para manter um estrangeiro na prisão, e vamos dar aos albaneses 32 libras por dia, por isso ainda não é rápido nem barato.”

A Albânia lidera a lista de prisioneiros estrangeiros, seguida pela Irlanda e pela Polónia. No entanto, a conclusão de Frake é que a Grã-Bretanha não pode simplesmente colocá-los em aviões.

“Não nos vamos safar apenas colocando-os num avião, temos de persuadir estes países a aceitarem estes indivíduos de volta”.

Este não é um fracasso isolado. É o padrão. A Grã-Bretanha permitiu repetidamente que criminosos violentos e extremistas conhecidos permanecessem no território ou fossem libertados, apesar de claros sinais de alerta.

Considere-se o caso mais recente de um terrorista somali em Londres que já tinha esfaqueado polícias e era um extremista conhecido. Essa Suleiman, que chegou ao Reino Unido ainda criança e tem cidadania britânica, foi condenado em 2008 por esfaquear dois polícias e um cão-polícia. Denunciado ao programa Prevent em 2020 como extremista, continuou livre para tentar assassinar dois judeus em Golders Green, no mês passado. E os trabalhistas pareceram mais preocupados com a forma como a polícia lidou com o terrorista.

Noutro caso, Shah Rahman, um conspirador inspirado pela Al-Qaeda, foi condenado por planear um atentado na Bolsa de Valores de Londres, mas não pode ser deportado para o Bangladesh porque um juiz de imigração decidiu que isso violaria o seu direito humano garantido pelo artigo 3.º contra a “tortura ou tratamento desumano”. Rahman casou com uma mulher banida do Reino Unido para sempre por posse de material do Estado Islâmico.

Em Edimburgo, um alegado imigrante somali atacou à faca os clientes de uma loja perto de uma escola. A a vereadora Jane Meagher respondeu elogiando a “diversidade” de Edimburgo como a sua “maior força” e pedindo mais “tolerância”.

Outro exemplo: Zahid Iqbal, que planeou bombardear uma base do Exército utilizando um manual da Al-Qaeda e um engenho explosivo improvisado disfarçado de brinquedo, foi libertado três anos antes do previsto, apesar dos avisos e de ter sido reconduzido à prisão logo depois por violar as condições da sua liberdade condicional.

Quantos outros como ele existem — libertados da prisão ou anteriormente acusados ​​de crimes graves — circulando agora livremente no Reino Unido?

O Ministério da Justiça afirma que mais de 8.700 criminosos estrangeiros foram deportados desde Julho de 2024. No entanto, as prisões continuam lotadas, os custos continuam a aumentar e os britânicos nativos continuam a pagar o preço por um sistema manipulado contra eles próprios.

A crescente insegurança reflecte-se agora no sentimento público. De acordo com uma grande sondagem, quatro em cada cinco pais (80%) temem que as suas filhas cresçam a sentir-se inseguras na Grã-Bretanha.

E qual é a solução oferecida pelo estabelecimento britânico? Em Dumfries, na Escócia, as alunas receberam alarmes anti-violação após repetidas denúncias de que requerentes de asilo as estavam a perseguir e a fotografar — a resposta das autoridades ao problema, em vez de impedirem o fluxo migratório.

É isto que a imigração descontrolada e as regras de deportação brandas acarretam: os contribuintes britânicos a financiar criminosos estrangeiros que circulam livremente pelas ruas e são desculpados pelos estabelecimento.

E não será Nigel Farage, por certo, a resolver a distopia.