Um militar das Forças de Defesa de Israel (IDF) enfrenta, alegadamente, medidas disciplinares depois de uma foto o mostrar a colocar um cigarro na boca de uma estátua da Virgem Maria.
O incidente ocorreu há algumas semanas, mas só foi partilhado online recentemente. Esta é a segunda vez, nas últimas semanas, que um soldado israelita profana um símbolo católico numa aldeia cristã libanesa, incluindo a destruição, à marretada, de uma estátua de Jesus Cristo crucificado.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que a conduta “desvia-se completamente” dos valores militares e prometeram medidas disciplinares, enquanto o seu porta-voz, o Tenente-Coronel Nadav Shoshani, disse que as forças armadas israelitas respeitam todas as religiões e locais sagrados. Conforme figura em anexo.
Israel does not, and will never, hold its soldiers accountable. This is why they will continue to disrespect religious statues and post themselves doing so.
Mother Mary statue in South Lebanon; posted today. pic.twitter.com/zCmGeKMFvw
— Israel Genocide Tracker (@trackingisrael) May 6, 2026
O Padre Fadi Felfeli, chefe da congregação de Debel, condenou o acto como pouco ético e extremista, dizendo que enfureceu profundamente os residentes que valorizam a paz e a neutralidade no conflito e acrescentando:
“Honestamente, esta questão provocou-nos realmente, especialmente depois do pedido de desculpas em relação à cruz. Isto também mostra que existem indivíduos dentro do exército israelita que não têm ética e valores e são intolerantes. Isto reflecte um grande fanatismo.”
O representante da Igreja Católica Romana na Terra Santa também denunciou o incidente e instou Israel a garantir que tal comportamento não se repita.
O incidente é um dos vários que têm deteriorado as relações de Israel com a comunidade cristã desde os ataques de 7 de Outubro de 2023 contra Israel por parte do Hamas e à medida que os sionistas mostram a sua verdadeira índole fundamentalista.
A nova controvérsia surge enquanto as tropas israelitas permanecem em partes do sul do Líbano e persistem em bombardear o território, apesar de um cessar-fogo mediado pelos EUA entre Israel e o Hezbollah, que começou a 16 de Abril, mas que não conseguiu interromper a agressão sionista.
As autoridades libanesas afirmam que mais de 120 pessoas, incluindo civis, foram mortas em ataques israelitas na última semana e que pelo menos 2.715 pessoas foram mortas desde o início da guerra, a 2 de Março, enquanto Israel afirma que 17 soldados e três civis israelitas morreram.
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