Um militar das Forças de Defesa de Israel (IDF) enfrenta, alegadamente, medidas disciplinares depois de uma foto o mostrar a colocar um cigarro na boca de uma estátua da Virgem Maria.

 

O incidente ocorreu há algumas semanas, mas só foi partilhado online recentemente. Esta é a segunda vez, nas últimas semanas, que um soldado israelita profana um símbolo católico numa aldeia cristã libanesa, incluindo a destruição, à marretada, de uma estátua de Jesus Cristo crucificado.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que a conduta “desvia-se completamente” dos valores militares e prometeram medidas disciplinares, enquanto o seu porta-voz, o Tenente-Coronel Nadav Shoshani, disse que as forças armadas israelitas respeitam todas as religiões e locais sagrados. Conforme figura em anexo.

 

 

O Padre Fadi Felfeli, chefe da congregação de Debel, condenou o acto como pouco ético e extremista, dizendo que enfureceu profundamente os residentes que valorizam a paz e a neutralidade no conflito e acrescentando:

“Honestamente, esta questão provocou-nos realmente, especialmente depois do pedido de desculpas em relação à cruz. Isto também mostra que existem indivíduos dentro do exército israelita que não têm ética e valores e são intolerantes. Isto reflecte um grande fanatismo.”

O representante da Igreja Católica Romana na Terra Santa também denunciou o incidente e instou Israel a garantir que tal comportamento não se repita.

O incidente é um dos vários que têm deteriorado as relações de Israel com a comunidade cristã desde os ataques de 7 de Outubro de 2023 contra Israel por parte do Hamas e à medida que os sionistas mostram a sua verdadeira índole fundamentalista.

A nova controvérsia surge enquanto as tropas israelitas permanecem em partes do sul do Líbano e persistem em bombardear o território, apesar de um cessar-fogo mediado pelos EUA entre Israel e o Hezbollah, que começou a 16 de Abril, mas que não conseguiu interromper a agressão sionista.

As autoridades libanesas afirmam que mais de 120 pessoas, incluindo civis, foram mortas em ataques israelitas na última semana e que pelo menos 2.715 pessoas foram mortas desde o início da guerra, a 2 de Março, enquanto Israel afirma que 17 soldados e três civis israelitas morreram.