A Diretora de Inteligência do Regime Epstein, Tulsi Gabbard, está a investigar mais de 120 biolaboratórios financiados pelos EUA em todo o mundo, para interromper a investigação perigosa e muitas vezes clandestina de ganho de função, no contexto de crescentes preocupações com a biossegurança.
Em Maio do ano passado, o presidente Donald J. Trump assinou uma ordem executiva que visava o corte do financiamento federal de projectos de investigação em ganho de função não realizados no território dos EUA,. Posteriormente, o Gabinete da Directora de Inteligência Nacional (ODNI na sigla em inglês) anunciou uma investigação sobre biolaboratórios financiados com dinheiro público dos EUA em países estrangeiros. Existem mais de 120 destes biolaboratórios no total.
A investigação deverá identificar a localização, os agentes patogénicos e as actividades de investigação destes biolaboratórios. De acordo com os responsáveis do ODNI, estes biolaboratórios existem em mais de 30 países, sendo que mais de 40 deles estão sediados na Ucrânia, aumentando as preocupações sobre a ameaça representada pela guerra em curso com a Rússia.
A investigação enfatiza os riscos potenciais das experiências de ganho de função. Estas experiências envolvem a alteração genética de agentes patogénicos para aumentar a sua transmissibilidade e outras propriedades. A investigação faz actualmente parte do Programa Cooperativo de Redução de Ameaças do Departamento de Guerra, uma iniciativa destinada a prevenir futuros surtos e a estudar agentes patogénicos.
Tulsi Gabbard afirmou a este propósito:
“A pandemia de COVID-19 revelou o impacto global catastrófico que a investigação sobre agentes patogénicos perigosos em biolaboratórios pode ter. No entanto, apesar destes perigos óbvios, profissionais da saúde e da farmacêutica, como o Dr. Anthony Fauci, políticos e entidades dentro da equipa de segurança nacional do governo Biden mentiram consistentemente sobre a existência destes laboratórios financiados e apoiados pelos EUA e ameaçaram aqueles que tentaram expor a verdade.”
O inquérito pode levar a mudanças significativas na forma como os EUA financiam e gerem os biolaboratórios no estrangeiro, especialmente aqueles que lidam com a investigação de ganho de função. A investigação pode potencialmente acabar com experiências arriscadas que ameaçam a biossegurança dos EUA em particular e do mundo em geral.
O regime Biden negou a existência de biolaboratórios financiados pelos EUA na Ucrânia em 2022, embora, num depoimento ao Congresso, Victoria Nuland, então Subsecretária de Estado para Assuntos Políticos do Departamento de Estado, tenha transformado mais uma teoria da conspiração em facto, ao afirmar:
“A Ucrânia possui instalações de investigação biológica que, na verdade, nos preocupam bastante, pois as tropas russas, forças russas, podem estar a tentar controlá-las”.
A investigação sobre o ganho de função surge após críticas de que tais experiências não têm transparência e supervisão suficientes, sendo financiadas pelos contribuintes americanos enquanto representam um perigo para eles próprios – e para toda a gente, inclusivamente as populações dos países onde os EUA desenvolvem e financiam estas actividades – sem que se saiba exactamente a sua natureza pseudocientífica e que objectivos têm.
Convém sublinhar no entanto que o Regime Epstein está profundamente ligado a estes laboratórios e a estes projectos secretos de ganho de função, pelo que não é esperar grandes resultados práticos desta investigação.
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