O Presidente norte-americano Donald J. Trump criticou as exigências do Irão em resposta a uma proposta apoiada pelos EUA com o objectivo de pôr fim à guerra com o Irão.

 

Trump anunciou, no dia 10 de maio, que planeia rejeitar a resposta, classificando as exigências de Teerão como “totalmente inaceitáveis”. Antes da declaração do presidente, a administração Trump e a República Islâmica estariam, segundo a propaganda da Casa Branca, perto de finalizar um memorando que pusesse fim ao conflito.

Mas tratava-se de pura propaganda, como tudo o que vem de Washington, e a prova é que a proposta do regime iraniano, que demanda total controlo sobre o Estreito de Ormuz (que não detinha antes da guerra), foi pensada precisamente para ser recusada. Teerão sabe que está em vantagem, estratégica e até militar; sabe que encurralou o regime Epstein numa situação sem saída airosa e não tem qualquer interesse em ceder.

Os meios de comunicação estatais iranianos informaram que a resposta de Teerão a uma proposta de paz dos EUA incluiu exigências para a remoção das sanções americanas, o alívio das restrições às vendas de petróleo e o fim do bloqueio naval americano aos portos iranianos.

O Irão terá também pressionado pelo controlo sobre o estreito. Trump manifestou insatisfação com a proposta iraniana considerando-a “inapropriada” perante a imprensa, e reforçando a rejeição na sua conta do Truth Social, afirmando:

“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘Representantes’ do Irão. Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL!”

 

A rejeição das exigências do Irão levanta questões sobre o futuro do frágil cessar-fogo no Médio Oriente e das negociações entre os EUA e o Irão, com preocupações acrescidas sobre se os esforços diplomáticos vão continuar ou se a acção militar será retomada em grande escala, para desgraça de toda a gente, incluindo o próprio Donald Trump.