Não é comum (é até muito raro), mas o eleitorado do Partido Democrata é capaz de ter acertado esta: uma sondagem recente mostra uma queda significativa no número de liberais que vêem os EUA como uma força para o bem no mundo.
Uma sondagem do Napolitan News Service indica que 51% dos eleitores avaliam agora os EUA como uma força para o bem, uma queda em relação aos 64% em 2024 (adivinhem quem será o principal responsável por este declínio de consideração pela pátria), e 24% perspectivam os EUA como uma força para o mal. Uma maioria de Democratas, 36%, considera os EUA uma força para o mal, mais do que os 34% que os consideram uma força para o bem, com 20% que não parecem ter uma opinião sobre o assunto (ou muito simplesmente não percebem sequer a diferença entre o bem e o mal, o que é o mais provável).
Is the U.S. a force for good or evil in the world
🟢 Force for good: 51%
🔴 Force for evil: 24%Net by party:
GOP: 🟢 Force for good +62
DEM: 🔴 Force for evil +2RMG | 4/29-30 | 1,000 RV pic.twitter.com/rv117wiXLd
— OSZ (@OpenSourceZone) May 5, 2026
A sondagem revela uma clara divisão partidária: 74% dos Republicanos ainda avaliam os EUA como uma força para o bem, o que é extraordinário, considerando o que o seu partido tem feito nas última décadas, contra o mundo e contra os seus próprios eleitores. Mas há gente que nunca aprende e no caso dos eleitores republicanos nos EUA, trata-se da maioria.
Os principais partidos também estão divididos em relação às Nações Unidas (ONU), com 50% dos eleitores a considerá-la, risivelmente, uma força para o bem e 18% de acordados a considerá-la uma força para o mal. No entanto, os sentimentos positivos são muito mais fortes entre os Democratas do que entre os Republicanos, claro, com 61% dos primeiros a considerarem a organização internacional como uma força para o bem, em comparação com apenas 39% dos Republicanos, neste aspecto específico um pouco menos estupidificados. Apenas 15% dos democratas consideram a ONU uma força para o mal, em comparação com 21% dos republicanos. 33% dos republicanos não a consideram nem boa nem má (porque se calhar pensam que a ONU é uma subsidiária da NASA ou coisa que o valha).
Os resultados sugerem um crescente cepticismo, mais que justificado, sobre o papel dos Estados Unidos no panorama global, particularmente entre os Democratas, o que poderá influenciar a futura política externa e as relações internacionais. Os dados destacam também o aprofundamento da divisão partidária nas percepções de instituições internacionais como a ONU.
Apesar das suas opiniões ainda assim tendencialmente favoráveis sobre as Nações Unidas, a sondagem mostra que 70% dos eleitores acreditam que os EUA devem dar prioridade às leis e à Constituição americanas em detrimento das leis de organismos internacionais, com um forte apoio a esta premissa tanto dos republicanos (86%) como dos democratas (57%).
A sondagem entrevistou 1.000 eleitores registados online, entre 29 e 30 de Abril.
Relacionados
12 Jun 26
Distopia do Reino Unido: escolas ensinam às crianças que só as pessoas brancas podem ser racistas.
Um programa escolar inglês que ensina teorias raciais controversas, incluindo a afirmação de que apenas as pessoas brancas podem ser racistas, gerou reacções negativas por parte dos pais e de vários sectores da sociedade britânica.
12 Jun 26
Congressistas avançam com projecto-lei que dá a Israel acesso à inteligência dos EUA, apesar do alerta do Pentágono sobre a espionagem sionista.
O Congresso norte-americano prepara-se para aprovar um projecto-lei que vai integrar as estruturas de inteligência dos Estados Unidos e de Israel, gerando preocupações sobre a autonomia e segurança dos EUA, bem como justificadas teorias da conspiração.
11 Jun 26
Péter Magyar quer poder absoluto e a Hungria caminha para uma crise constitucional.
A Hungria está a conhecer um grande impasse político que pode ser resolvido com a violação do seu sistema constitucional, depois de Péter Magyar ter proposto uma emenda ao texto fundamental da república para destituir do cargo o Presidente Tamás Sulyok.
10 Jun 26
O Reino Unido como barril de pólvora.
Ainda em choque com o caso Nowak, os britânicos foram confrontados com a tentativa de decapitação de um nativo branco de Belfast por um imigrante sudanês, captada em vídeo. Neste momento, o clima nas ilhas britânicas é de cortar à faca, literalmente.
10 Jun 26
De mal a pior: Polícia britânica tentou incriminar Henry Nowak dias após a sua morte, quando já sabia que a vítima era inocente.
Um patamar mais abaixo, na direcção do inferno: a polícia de Hampshire tentou retratar Henry Nowak como o agressor no incidente em que foi assassinado, e interferir no julgamento do seu assassino, apesar de já ter conhecimento factual de que a vítima era completamente inocente.
9 Jun 26
Classe Epstein vs. Oligarquia WEF: Vance e Rubio criticam elites europeias pelo assassinato de Nowak. Starmer e Badenoch reagem com indignação.
A propósito do assassinato de Henry Nowak, o Regime Epstein criticou o estabelecimento WEF britânico, que reagiu prontamente, com Starmer a falar de "interferência estrangeira" e a líder "conservadora" Kemi Badenock a afirmar que não precisa de receber lições dos EUA.






