Não é comum (é até muito raro), mas o eleitorado do Partido Democrata é capaz de ter acertado esta: uma sondagem recente mostra uma queda significativa no número de liberais que vêem os EUA como uma força para o bem no mundo.

 

Uma sondagem do Napolitan News Service indica que 51% dos eleitores avaliam agora os EUA como uma força para o bem, uma queda em relação aos 64% em 2024 (adivinhem quem será o principal responsável por este declínio de consideração pela pátria), e 24% perspectivam os EUA como uma força para o mal. Uma maioria de Democratas, 36%, considera os EUA uma força para o mal, mais do que os 34% que os consideram uma força para o bem, com 20% que não parecem ter uma opinião sobre o assunto (ou muito simplesmente não percebem sequer a diferença entre o bem e o mal, o que é o mais provável).

 

 

A sondagem revela uma clara divisão partidária: 74% dos Republicanos ainda avaliam os EUA como uma força para o bem, o que é extraordinário, considerando o que o seu partido tem feito nas última décadas, contra o mundo e contra os seus próprios eleitores. Mas há gente que nunca aprende e no caso dos eleitores republicanos nos EUA, trata-se da maioria.

Os principais partidos também estão divididos em relação às Nações Unidas (ONU), com 50% dos eleitores a considerá-la, risivelmente, uma força para o bem e 18% de acordados a considerá-la uma força para o mal. No entanto, os sentimentos positivos são muito mais fortes entre os Democratas do que entre os Republicanos, claro, com 61% dos primeiros a considerarem a organização internacional como uma força para o bem, em comparação com apenas 39% dos Republicanos, neste aspecto específico um pouco menos estupidificados. Apenas 15% dos democratas consideram a ONU uma força para o mal, em comparação com 21% dos republicanos. 33% dos republicanos não a consideram nem boa nem má (porque se calhar pensam que a ONU é uma subsidiária da NASA ou coisa que o valha).

Os resultados sugerem um crescente cepticismo, mais que justificado, sobre o papel dos Estados Unidos no panorama global, particularmente entre os Democratas, o que poderá influenciar a futura política externa e as relações internacionais. Os dados destacam também o aprofundamento da divisão partidária nas percepções de instituições internacionais como a ONU.

Apesar das suas opiniões ainda assim tendencialmente favoráveis sobre as Nações Unidas, a sondagem mostra que 70% dos eleitores acreditam que os EUA devem dar prioridade às leis e à Constituição americanas em detrimento das leis de organismos internacionais, com um forte apoio a esta premissa tanto dos republicanos (86%) como dos democratas (57%).

A sondagem entrevistou 1.000 eleitores registados online, entre 29 e 30 de Abril.