Os serviços sociais em Madrid estão a entrar em colapso devido à pressão do programa de amnistia em massa para os imigrantes ilegais, enquanto os governos locais lutam para satisfazer as necessidades tanto dos residentes como dos imigrantes.

 

Os serviços sociais em Madrid estão sobrecarregados depois de o governo espanhol, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, do Partido Socialista, ter lançado um programa de amnistia em massa que concede estatuto legal e permissões de trabalho a cerca de 500 mil imigrantes ilegais.

Em meados de Abril, o governo espanhol anunciou um plano de amnistia que concedeu a meio milhão de imigrantes ilegais o direito de viver e trabalhar no país. Embora o programa exija que os migrantes cumpram critérios mínimos, o grande volume de pedidos terá provocado um colapso nas operações dos governos locais. Autarcas como David Conde, de Valdemoro, e Salomón Aguado, de Pinto, dois municípios da região de Madrid, criticaram a falta de coordenação, alertando que as autarquias estão a ter dificuldades em servir tanto os residentes antigos como os recém-chegados. Em alguns casos, as pessoas estão à espera até 15 dias pelos serviços essenciais. Em particular, o serviço postal nacional de Espanha, está sob imensa pressão devido ao número de pedidos.

Ainda assim, o programa de amnistia em massa do governo espanhol vai durar até Junho.

David Conde, presidente da Câmara Municipal de Valdemoro, afirmou a este propósito:

“O governo vê os migrantes como objectos a serem distribuídos, mas são pessoas, e simplesmente não conseguimos satisfazer a procura para os ajudar adequadamente.” 

O programa de amnistia em massa interrompeu significativamente as operações municipais. Se as pressões não forem aliviadas, a decisão do governo de conceder amnistia poderá impulsionar o apoio ao partido anti-imigração em massa Vox, liderado por Santiago Abascal. O colapso dos serviços locais em toda a Espanha reflecte os avisos dos sindicatos e dos funcionários públicos de que o programa de amnistia poderia sobrecarregar os governos municipais.

Também os hospitais de Madrid têm mostrado sinais de colapso funcional, já que não estão preparados com recursos humanos e técnicos para receber mais utilizadores dos serviços de saúde públicos.

Um novo relatório do Centro de Investigação e Análise sobre Migração revelou um crescimento sem precedentes da população imigrante da União Europeia, com aumentos especialmente significativos na Alemanha e em Espanha.