A futura Ministra da Educação da Hungria, Judit Lannert, nomeada pelo primeiro-ministro eleito Péter Magyar, recebeu críticas online após os utilizadores terem descoberto que promoveu o activismo LGBTQ+ no seu perfil de Facebook no Verão de 2021, altura em que a Assembleia Nacional da Hungria aprovou a Lei de Protecção das Crianças contra a propaganda woke e a doutrinação LGBT nas escolas.

 

Durante uma ou duas semanas, o ContraCultura manifestou perplexidade sobre o perfil ideológico, que parecia algo contraditório, de Péter Magyar. Mas com o passar dos dias e a aproximação da tomada de posse como primeiro-ministro, o recente vencedor das legislativas na Hungria está a clarificar a sua posição, que decai claramente para os cardeais do leninismo-globalismo.

Primeiro, surgiu a notícia de que a Hungria ia ter uma canal de televisão LGBT, com emissão 24 horas por dia. E agora, Péter Magyar acaba de nomear para o cargo de Ministra da Educação e Assuntos da Infância Judit Lannert, uma activista de causas globalistas.

Lannert tem formação em economia e política social, doutorou-se em sociologia e foi uma das principais especialistas do Instituto Nacional de Educação Pública (Országos Közoktatási Intézet), como Magyar revelou na sua publicação no Facebook em que anunciava a escolha para Ministra da Educação. No entanto, não foi por isso que Lannert chamou tanta atenção online.

As pessoas encontraram a sua página pessoal no Facebook, onde utilizava vários filtros na sua fotografia de perfil que promoviam causas progressistas e de esquerda. Declarou o seu apoio à Ucrânia em 2022 e aos estudantes que protestavam contra a reorganização da estrutura de liderança da Universidade de Teatro e Artes Cinematográficas de Budapeste em 2020.

Contudo, o que gerou a maior reacção negativa foi o uso do círculo com as cores do arco-íris ao redor do rosto no seu perfil nas redes sociais para demonstrar solidariedade à comunidade LGBTQ+ na Hungria, em Junho de 2021.

Nessa altura, a Assembleia Nacional da Hungria aprovou a Lei de Protecção da Criança, que proibia a promoção da ideologia de género e da agenda LGBTQ+ nas escolas públicas do país. Esta lei foi recentemente anulada pelo Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), que a considerou uma violação do artigo 2.º dos Tratados da União Europeia. O artigo em causa refere que a UE está “fundamentada nos valores do respeito pela dignidade humana, pela liberdade, pela democracia e pela igualdade”.

Péter Magyar e o seu Partido Tisza são geralmente vistos como uma força política de centro-direita nos media internacionais e húngaros. Ainda no dia seguinte à sua eleição, a 12 de Abril, Magyar descreveu-se como conservador numa entrevista ao canal de televisão por cabo húngaro ATV.

O seu sucesso eleitoral deveu-se, em grande parte, aos ganhos expressivos que obteve para a oposição fora de Budapeste. A vasta maioria dos eleitores rurais húngaros é socialmente muito conservadora. Ter o responsável pela educação pública do país a promover o activismo LGBTQ+ nas redes sociais, provavelmente não teria nem tem grande apelo junto destes eleitores.

A artimanha globalista repete-se vezes sem conta e os eleitores no Ocidente são sucessiva e redondamente enganados durante as campanhas eleitorais, para constatarem que elegeram guardiões do sistema em vez de políticos que defendam os seus interesses, aspirações e valores.

Aconteceu com Meloni, com Milei e com Trump. Está a acontecer com Magyar. Acontecerá com Farage e Ventura.

Mas depois de terem votado como votaram, os húngaros merecem completamente a sorte que vão ter já a seguir.