Novos dados revelaram um crescimento sem precedentes da população imigrante da União Europeia, com aumentos especialmente significativos na Alemanha e em Espanha.

 

Um novo relatório do Centro de Investigação e Análise sobre Migração revelou que a população migrante da União Europeia (UE) atingiu o recorde de 64,2 milhões em 2025. Isto representa um aumento dramático em relação aos 40 milhões de 2010, sendo superior à população total de Itália e aproximando-se da população total de França. O relatório destaca aumentos particularmente significativos na Alemanha e em Espanha, sendo que esta última apresentou o crescimento populacional migrante mais rápido da Europa no ano passado.

Citando dados do Eurostat e da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o relatório revela que a população migrante da UE aumentou em cerca de 25 milhões de novos imigrantes nos últimos 15 anos. A população migrante da Alemanha subiu de 10 milhões em 2018 para quase 18 milhões em 2025, sendo que 72% estão em idade activa. Espanha recebeu cerca de 700 mil migrantes só em 2025, elevando a sua população migrante para 9,5 milhões, ou seja, apenas um milhão menos que a população total de Portugal.

O Dr. Tommaso Frattini, um dos autores do relatório, afirmou a este propósito:

“A Alemanha continua a ser o principal destino dos migrantes na Europa, tanto em termos absolutos como, em grande medida, em relação à sua população.” 

 

 

O rápido aumento da população migrante em toda a UE tem implicações significativas na coesão social, nas finanças públicas e nos serviços sociais. A Espanha, liderada pelo Partido Socialista de Pedro Sánchez, está actualmente a regularizar cerca de meio milhão de imigrantes ilegais, que terão assim acesso a toda a UE, graças ao regime de livre circulação de migrantes dentro do bloco.

Um inquérito que abrangeu todos os 27 países da União Europeia concluiu que a esmagadora maioria dos cidadãos europeus acredita que os seus países estão a acolher demasiados imigrantes.