Desde que o ContraCultura começou a documentar este estranhíssimo caso, já somámos 13 desaparecimentos de peritos e cientistas em tecnologias classificadas da NASA e do Pentágono, desde 2024, mais um investigador e um informador do fenómeno OVNI, que morreram também em circunstâncias misteriosas.
Acontece que, segundo reporta a NewsWeek, não é só nos Estados Unidos que os cientistas de tecnologias de vanguarda estão a morrer a um ritmo assustador.
🚨SOMETHING REALLY STRANGE IS GOING ON
🇨🇳In China, at least 7 high-level scientists have either vanished or died under suspicious circumstances.
🇺🇸In the United States, the number of nuclear physicists, astrophysicists, and researchers working in military-related fields who… pic.twitter.com/uoIRxj8Jq2
— Mr. Nobody (@MmisterNobody) April 23, 2026
Por exemplo, Feng Yanghe, professor da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa de Beijing, que trabalhava em cenários de invasão de Taiwan simulados por inteligência artificial, morreu num inexplicável acidente de viação a 1 de julho de 2023, com apenas 38 anos.
Tal como nos EUA, a morte de Feng foi apenas uma entre nove mortes inesperadas de cientistas de topo que trabalhavam em áreas extremamente sensíveis, como a IA militar, as armas hipersónicas e a defesa espacial, de acordo com relatos dos meios de comunicação chineses.
Feng estava a sair de uma reunião de trabalho na capital chinesa quando morreu, por volta das 2h35 da manhã, segundo o jornal estatal China Daily, que citou um comunicado do comité organizador da sua homenagem póstuma. Estava a trabalhar numa “tarefa importante”, segundo a reportagem, que não adiantou mais detalhes. O site Sciencenet.cn afirmou que “se sacrificou enquanto cumpria as suas funções oficiais”.
Sacrificou-se? Porquê e em nome de quê?
Um mistério sem explicação plausível.
Um investigador experiente das forças armadas chinesas que trabalha num think tank ocidental e que tem acompanhado a situação, afirmou a este propósito:
“Feng era o génio por detrás das simulações de IA de possíveis cenários para Taiwan e é muito estranho que o acidente tenha acontecido a meio da noite. Não acho que seja bom para a saúde a associação a este tipo de coisas. Uma pessoa morta num acidente de viação não seria normalmente descrita como alguém que ‘sacrificou’ a sua própria vida”.
O investigador afirmou ainda que o enterro de Feng no cemitério de Babaoshan, em Beijing, foi “muito estranho”, e acrescentou:
“As áreas [onde estão a ocorrer mortes] envolvem a hipersónica, a inteligência artificial militar, incluindo simulações de tecnologia de enxame, coisas que poderiam realmente fazer a diferença. Estes tipos de tecnologia parecem estar sobre-representados nos grupos. O objectivo pode não ser eliminar um grupo inteiro, mas sim eliminar algumas das mentes mais brilhantes que realizam trabalhos inovadores, o que teria um efeito dissuasor.”
Este perito anónimo, que fala mandarim, adiantou uma hipótese: um adversário poderia estar a tentar abrandar os progressos científicos e tecnológicos relacionados com a defesa da China. Mas esta narrativa, que como já documentámos é também recorrentemente adoptada por comentadores do mesmo fenómeno nos Estados Unidos (os americanos acusam os chineses de estarem por trás da morte dos seus cientistas e vide-versa), não se ajusta aos factos. Principalmente porque muitas das vítimas, pelo menos no caso dos EUA, respeitam um padrão de comportamento, no momento em que desaparecem, que é intrigante, como sair de casa sem a carteira nem o telemóvel e apenas com as chaves das suas viaturas. Não são raptados. Parecem desaparecer voluntariamente.
“Sacrificam-se” também?
É verdade que os cientistas sempre foram alvos políticos. Um número desconhecido de cientistas nucleares iranianos foram assassinados por Israel, numa tentativa de travar o progresso do Irão no sentido da obtenção de armas nucleares. Mais estes peritos morreram em bombardeamentos israelitas e americanos em Junho de 2025, em circunstâncias que não podiam ser mais claras.
Na verdade, não há evidências que sugiram que os EUA, a China ou a Rússia estejam envolvidos em campanhas de assassinato de cientistas ou que tenham sido alvos de outros Estados hostis. E ninguém consegue realmente adiantar uma explicação plausível para o que está a acontecer.
Mais mortes prematuras.
Outras mortes atribuídas a acidentes de viação incluem a de Zhang Xiaoxin, de 62 anos, em Dezembro de 2024, especialista em tecnologias espaciais, monitorização meteorológica e sistemas de alerta precoce do Centro Nacional de Meteorologia por Satélite chinês. Zhang ganhou um importante prémio atribuído pelas Forças Armadas da China por avanços científicos e tecnológicos, embora haja pouca informação disponível sobre o seu projecto de investigação.
Em 2018, Chen Shuming, de 57 anos, cientista militar chinês e especialista em microelectrónica na Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa, onde era líder da equipa de investigação e desenvolvimento de chips de armas de vanguarda, morreu num acidente de viação.
O conceituado químico Zhou Guangyuan faleceu aos 51 anos, em Dezembro de 2023, sem causa de morte divulgada. Num obituário publicado no Sciencenet.cn, foi dito que, após anos de estudo, Zhou “desenvolveu um sentido mais profundo de fazer o que o país precisa”.
Mais uma vez, um indício intrigante. Zhou precisou de morrer em nome do seu país? Porquê?
O especialista em materiais, especialmente polímeros, era membro da Academia Chinesa de Ciências e investigador no Instituto de Física Química de Dalian, onde trabalhava com organizações em aplicações práticas da sua investigação.
O campo da hipersónica também perdeu especialistas como Fang Daining, de 68 anos, aparentemente após um problema de saúde inesperado na África do Sul, em Fevereiro deste ano. Fang estudava materiais super-resistentes para naves espaciais e motores avançados no Instituto de Tecnologia de Beijing (BIT), uma importante universidade de investigação de defesa.
Outro investigador de hipersónica, Yan Hong, de 56 anos, que trabalhou na Universidade Wright State, em Ohio, antes de regressar à China para se juntar à Universidade Politécnica do Noroeste, morreu em Março, alegadamente após uma doença.
No ano passado, Zhang Daibing, de 47 anos, um dos maiores especialistas em drones da China e antigo vice-director do Instituto de Investigação de Sistemas Não Tripulados da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa, além de fundador da empresa Yunzhihang Technology, morreu em Changsha, na província de Hunan,. A causa da morte não foi divulgada.
Liu Donghao, de 51 anos, um proeminente cientista de dados, morreu em 2024, na sequência de um acidente não especificado. Liu foi o fundador da Guizhou Big Data Protection Engineering Security Research e um pioneiro na área dos sistemas de gestão de segurança de dados na China.
Li Minyong, de 49 anos, químico biomédico de renome internacional, premiado pelo programa “Talent Plan” do Ministério da Educação e membro do Partido Zhigong, não comunista, mas parte da Frente Unida do PCC, morreu em Cantão em Novembro de 2025, após uma doença súbita. Tinha desenvolvido “medicamentos inovadores guiados por visualização e regulação controlada pela luz”, segundo o seu obituário.
São muitos cientistas, especialistas em áreas muito específicas relacionadas com as indústrias de defesa, a morrer relativamente novos, de doenças súbitas e acidentes de viação, num espaço tão curto de tempo. À semelhança do que está a acontecer nos EUA.
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