Uma sondagem da Gallup revelou que a taxa de aprovação do Congresso caiu a pique para mínimos históricos, impulsionada pela queda acentuada do apoio entre os eleitores que se identificam como republicanos.

 

A sondagem divulgada na semana passada indica que apenas 10% dos norte-americanos aprovam a desventura do Congresso, aproximando-se do mínimo histórico de 9% registado em 2013. 86% desaprovam, igualando o recorde histórico de desaprovação de 2015.

Realizada de 1 a 15 de abril de 2026, a sondagem da Gallup inquiriu 1.001 adultos, com uma margem de erro de mais ou menos quatro pontos percentuais.

A elevada desaprovação é atribuída às paralisações do governo, incluindo a paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna (DHS), à influência dos interesses sionistas nas duas câmaras da instituição e a vários escândalos envolvendo membros do Congresso.

As taxas de aprovação chegaram a atingir um pico de 31% em Março do ano passado, mas desde então caíram drasticamente. O declínio foi impulsionado principalmente pela queda acentuada do apoio entre os eleitores que se identificam como republicanos, que deram ao Congresso uma taxa de aprovação de 62% em Março de 2025, mas que agora o avaliam favoravelmente à taxa de 20% apenas.

 

 

A Gallup comentou a sondagem nestes termos:

“Para além do impasse contínuo no financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), a desaprovação do Congresso na sondagem Gallup de 1 a 15 de Abril pode reflectir a frustração dos republicanos com o facto de o Congresso não aprovar leis, incluindo a Lei de Protecção da Elegibilidade do Eleitor Americano (SAVE), que foi aprovada pela Câmara em 2025 e exigiria documentação de cidadania para se registar para votar. Além disso, tensões mais amplas sobre os poderes de guerra relacionados com conflito dos EUA com o Irão, os efeitos dos elevados preços da gasolina e dos escândalos de ética envolvendo dois membros do Congresso que levaram às suas demissões no final do período do inquérito podem estar a azedar ainda mais a opinião pública.” 

A impotência do Congresso em relação às acções da Casa branca, no que diz respeito à guerra contra o Irão, é de facto escandalosa. Segundo a constituição americana (Artigo I, Seção 8, Cláusula 11), o Congresso dos EUA tem o poder exclusivo de declarar guerra. O Presidente é o Comandante-em-Chefe (Artigo II), mas não pode declarar guerra unilateralmente.

O Presidente pode agir sem autorização prévia do Congresso apenas em caso de emergência nacional causada por ataque aos EUA. O Irão não atacou os Estados Unidos.