Pressionado pelas sondagens, que dão o AfD como o primeiro partido alemão com 28% das preferências dos eleitores, O chanceler alemão Friedrich Merz, que começou por apoiar a agressão do Regime Epstein contra Teerão, critica agora duramente a estratégia dos Estados Unidos na guerra do Golfo. Discursando para estudantes em Marsberg, o chefe de Estado alemão não foi parcimonioso na suas declarações, afirmando que “toda a nação americana está a ser humilhada” pelo Irão.

 

Quando a guerra começou, Merz apoiou Trump e as suas ações no Irão, dizendo que os EUA estavam a fazer o trabalho sujo em nome de todo mundo civilizado. Agora, com a guerra a prolongar-se e a falência técnica do Pentágono, o chanceler mudou drasticamente de opinião, à medida que a aprovação do seu trabalho entre os alemães cai para níveis baixíssimos.

O ex-executivo da BlackRock destacou especificamente o papel da Guarda Revolucionária Islâmica (GRI) na colocação dos EUA na sua deprimente situação actual, questionando ainda o início da guerra (que celebrou), baseado no pressuposto de que as forças do eixo Epstein conseguiriam uma vitória fácil. Merz deixou claro, também, que os Estados Unidos já deveriam ter aprendido com a sua própria história, dado o seu interminável registo de guerras falhadas.

Indicando que acredita que o presidente dos EUA e os seus estrategas e diplomatas subestimaram as autoridades iranianas e estão a ser ultrapassados ​​nas negociações, Merz afirmou:

“É óbvio que os americanos não tem qualquer estratégia coerente. O problema fundamental com conflitos como este é que não só é preciso entrar, como também é preciso sair. Testemunhámos isto de forma muito dolorosa no Afeganistão durante 20 anos. Vimos exactamente a mesma situação no Iraque. (…) Os iranianos são obviamente muito hábeis a negociar, ou melhor, muito hábeis a não negociar, permitindo que os americanos viajem para Islamabad e depois partam sem qualquer resultado, com a nação a ser humilhada pela liderança iraniana e a GRI.”

Acrescentando que espera que o conflito possa, de alguma forma, “terminar o mais rapidamente possível”, Merz estava claramente a tentar salvar as aparências após o seu apoio inicial à guerra.

 

 

A 3 de Março de 2026, quatro dias após o início do conflito, o chanceler alemão visitou a Casa Branca e declarou que a Alemanha estava em sintonia com Washington e Telavive no desejo de “se livrar deste terrível regime terrorista”, descrevendo o governo iraniano como uma ameaça à existência de Israel e responsável por décadas de opressão, e argumentando que os ataques militares visavam pôr fim ao “jogo destrutivo” de um regime enfraquecido.

Em contraste, pela positiva, os seus rivais eleitorais, o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), rapidamente condenaram Trump pela sua impensada, criminosa e catastrófica acção militar no Golfo Pérsico. Desde então, a vantagem do AfD sobre a CDU de Merz só tem aumentado, saltando para 28% contra 24% na última sondagem do INSAA.

 

 

A Alemanha, e toda a Europa, está a sofrer deveras com o impacto da Guerra do Irão, especificamente com o encerramento do Estreito de Ormuz, que agrava a crise energética em que vive mergulhado o velho continente. E sendo que essa decisão do regime iranianio era mais que expectável, caso o país fosse agredido da forma que foi, o chanceler alemão também não foi capaz de prever o óbvio.

A guerra na Ucrânia e a elevada inflação já se revelaram um desafio para a Europa, com a Alemanha a sofrer uma onda de falências e despedimentos. Os elevados preços da gasolina e da energia, bem como os preços potencialmente mais elevados dos alimentos devido à perturbação das actividades agrícolas, só irão agravar a situação.

Com a relevância e até a existência da NATO a ser cada vez mais questionada — e Trump protestando constantemente sobre a escassez das contribuições financeiras dos Estados membros, e a sua recusa de apoio à guerra no Irão — as declarações do líder da maior economia da Europa indicam um futuro ainda mais incerto para a aliança que soma quase 80 anos.

E Friedrich Merz, que condiciona toda a política externa do seu governo ao apoio cego e incondicional à Ucrânia, numa guerra que não pode ganhar; e que, como globalista-leninista empedernido, é um activista da derrocada económica da Alemanha e da desagregação social e cultural do país que desgoverna, é o último dos imbecis a poder acusar seja quem for de visão estratégica deficitária.

Sim, tem razão quando fala que a Casa Branca entrou nesta guerra sem um plano de saída. Sim, tem razão quando afirma que os americanos estão a ser humilhados pelo Irão. Sim, está certo quando aponta para o horrível histórico da actividade do Pentágono. Mas Merz também não sabe como é que vai sair do abismo em que se enfiou na Ucrânia nem como é que os contribuintes alemães vão recuperar do dispêndio de centenas de biliões de euros que desperdiçaram e vão continuar a desperdiçar no conflito em nome de causa nenhuma que lhes diga respeito. Merz também não sabe como é que vai sair da crise energética que não se cansa de agravar. Também não sabe como é que vai salvar a Alemanha da sua dívida pública, nem como é que vai ressuscitar a economia daquela que já foi uma das maiores potências industriais do mundo.

Não sabe nem quer saber, porque para os globalistas, quanto pior, melhor.