O Irão continua a armadilhar o Estreito de Ormuz, ameaçando o fornecimento global de petróleo e levando Donald J. Trump a emitir uma ordem de “disparar para matar” contra as embarcações que lançam as minas.

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) instalou minas adicionais no Estreito de Ormuz esta semana, obstruindo ainda mais este ponto crítico de estrangulamento energético global. A medida surge depois de os EUA terem prolongado o cessar-fogo com o Irão, embora num contexto de escalada da tensão militar, com o Pentágono a falhar redondamente a sua tentativa de desbloquaer o bloqueio com outro bloqueio.

Os militares dos EUA estimaram anteriormente que mais de 90% dos navios e depósitos de minas do Irão tinham sido destruídos, mas entretanto perceberam que estava enganados e que era provável que os stocks permanecessem escondidos ao longo da costa do país. Estas minas estão a ser implantadas por dezenas de pequenas lanchas rápidas ligeiramente armadas que ainda estão em funcionamento, mesmo depois do Regime Epstein ter garantido que tinham sido destruídas.

Donald Trump, que desde o início do conflito no Golfo ainda não acertou uma, anunciou na quinta-feira que ordenou a destruição de qualquer barco que fosse apanhado a lançar minas, apesar do cessar-fogo mais amplo.

Mas a questão é esta: a marinha americana não se arrisca a navegar as águas do Golfo Pérsico, mantendo-se no Mar Arábico, pelo que é difícil, dessa posição, atingir as pequenas lanchas rápidas iranianas.

Ainda assim, Trump afirmou, de forma algo equívoca:

“Ordenei à Marinha dos Estados Unidos que dispare e destrua qualquer barco, por mais pequeno que seja (todos os seus navios de guerra, 159 deles, estão no fundo do mar!), que esteja a colocar minas nas águas do Estreito de Ormuz. Não deve haver hesitação. Além disso, os nossos navios caça-minas estão a limpar o Estreito neste momento.”

Donald Trump devia saber que enquanto uma só mina estiver activa no Estreito as companhias de seguros vão sempre negar a validade das suas apólices sobre a marinha mercante que tente transitar à revelia das autoridades iranianas.

As minas recém-lançadas provavelmente agravarão o que a Agência Internacional de Energia chamou de a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, superando os choques petrolíferos da década de 1970. Com 20% do petróleo transportado por via marítima no mundo e grande parte dos fertilizantes a passar pelo Estreito, a interrupção já reduziu significativamente o tráfego.

É sempre pertinente lembrar que antes da agressão do Regime Epstein, o Estreito de Ormuz estava aberto à navegação.