Iluminados jacobinos.
Curt Jaimungal articula neste vídeo-ensaio uma inspirada e assertiva crítica a cientistas dogmáticos como Neil deGrasse Tyson que se recusam a admitir que acreditam seja no que for e que são apenas fieis aos factos materiais que o método científico produz, confundido credo com fé e valores com religião, escapando-lhes a ironia de que esta afirmação constitui ela própria um sistema de crença. Crença que o método científico é absolutamente fiel na descodificação da realidade. Crença de que os factos materiais dispensam qualquer outro produto de análise da realidade (como a filosofia, por exemplo). Crença de que um cientista não precisa de um sistema de crença. Crença de que a descrença de tudo os salvará, no fim.
Jaimungal destrói completamente esta visão redutora e falaciosa do papel do cientista e da ciência no conhecimento humano, com brilhantismo retórico e erudição epistemológica que dá gosto de consumir.
Pelo menos para aqueles cujo sistema de crença inclui a convicção de que a arrogância obtusa de figurinhas do decadente estabelecimento académico como Neil deGrasse Tyson devem ser contrariadas assim, galharda e eloquentemente, em praça pública.
Consciência, mecânica quântica e a origem da vida.
Consciência: um mistério que tem intrigado filósofos, psicólogos e cientistas ao longo da história da humanidade. De onde vem a nossa experiência na primeira pessoa? Onde reside o cimento da nossa identidade? Uma das principais teorias da actualidade sobre esta matéria é de Stuart Hameroff, anestesiologista da Universidade do Arizona.
Na década de 1990, ele teve um encontro histórico com o físico vencedor do Prémio Nobel, Sir Roger Penrose, e juntos formularam uma nova hipótese, profunda e controversa, de que os nossos cérebros constroem a experiência consciente a partir de processos quânticos intrínsecos à própria estrutura do universo.
Agora, 30 anos depois, as provas a favor desta teoria estão a acumular-se graças a novas e incríveis descobertas do director do Centro de Astrobiologia do Arizona, Dante Lauretta, que também coordenou recentemente a missão OSIRIS-REx da NASA. Esta missão recolheu amostras intocadas de um asteróide que data do início do sistema solar e, no seu interior, encontrou indícios de que a natureza quântica da consciência pode ter precedido a formação de vida na Terra. Lauretta acredita que estudos adicionais poderão resolver outro grande mistério científico: a origem da vida.
Visionário e desassombrado.
“A ciência não se dedica à descoberta da realidade, mas à reinvenção da realidade com o fim de servir o poder.”
Jang Xueqin
Vale bem a pena consumir as lições de História Preditiva do Professor-Profeta, porque o homem é de facto um gigante e tira invariavelmente as conclusões certas sobre as dinâmicas de poder passadas e presentes – e é por isso que consegue prever acontecimentos futuros.
Mas para além da lucidez, há a coragem. Jang Xueqin não tem medo das palavras nem de dizer exactamente aquilo que pensa, em função da profundidade das suas análises e convicções. E sai-se com tiradas que são de um desassombro incrível, como a que colocámos em em epígrafe.
Encontrar um académico que diga uma coisa destas sobre a ciência é mais difícil que descobrir a proverbial agulha no palheiro, mas encontrámos este e agora, não o largamos.
E a forma como Xueqin parte, nesta lição específica, das falências técnicas e das fraudes epistemológicas inerentes a uma “teoria de tudo”, tão acarinhada pelas academias contemporâneas, para a corrupção e o satanismo das elites ocidentais é um verdadeiro mestrado em sim mesmo e só por si.
A mecânica quântica a brincar com os ponteiros do relógio.
Esta é uma questão um bocadinho arrepiante: a teórica possibilidade da mecânica quântica alterar o passado. Sabine Hossenfelder fala neste vídeo de um paper que tenta demonstrar essa possibilidade, até porque em quântica os vectores temporais são reversíveis, mas enquanto esta teoria viver apenas em laboratórios e equações, a coisa é mais ou menos pacífica.
O problema é que as tecnologias de computação quântica dão indícios de que podem de facto manipular o tempo, de tal forma que o Majorana, o processador quântico da IBM, parece fornecer respostas a perguntas que os seus operadores tencionam fazer, mas que ainda não fizeram…
Isto leva a cenários ontologicamente apocalípticos: o que sabemos como certo historicamente, por exemplo, pode estar errado, quando voltamos a olhar. As memórias que temos podem de repente desalinhar-se com o passado experimentado, que foi entretanto alterado por uma espécie de editor cósmico, sob o qual não temos qualquer controlo.
Este tipo de discussão tem dado origem a teorias da conspiração mesmo, mesmo malucas, que evocam o famoso e enigmático ‘Efeito Mandela‘ (quando temos a certeza de que algo aconteceu no passado e verificamos que aconteceu de outra forma) como prova de que já existem computadores quânticos que estão a transformar o nosso passado e a adulterar a nossa memória.
Comparativamente, fenómenos como as notícias falsas e a desagregação da realidade perpetrada pelas tecnologias de inteligência artificial são brincadeiras de crianças.
Um breve ataque de lucidez.
Eles programaram aquilo em que acreditas.
A psicologia foi transformada numa arma, que na guerra fria evoluiu para a publicidade, a manipulação dos media e agora… o algoritmo que controla o teu sistema nervoso.
Sentiste e pressentiste isto durante toda a tua vida: o medo, o ruído, a busca incessante de validação, o condicionamento.
Nada é aleatório. Tudo foi construído.
Nesta breve mas arrepiante viagem ao império das trevas, conduzida por Chase Hughes, ficamos a saber como a civilização ocidental, no colectivo e no individual, foi destruída em cinco etapas:
• Instituto Tavistock – Onde a instrumentalização da psicologia social começou;
• Edward Bernays – O homem que vendia o desejo;
• Operação Mockingbird – A imprensa como braço armado dos serviços de inteligência;
• MK-Ultra – A erosão da identidade;
• O Algoritmo – Condicionamento digital em tempo real.
Um trabalho assertivo, de impacto visceral, mesmo que esteja longe de ser exaustivo.
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