As nações europeias estão a avançar com um plano para reforçar as capacidades de defesa da NATO de forma independente, entre receios de uma possível retirada dos EUA sob a administração de Donald J. Trump.
Os países europeus estão a desenvolver um plano de contingência para manter as capacidades de defesa da NATO sem o envolvimento dos EUA, caso o Presidente Donald J. Trump retire as forças americanas da Europa, após os Estados membros da aliança terrem recusado apoiar o regime Epstein na guerra contra o Irão.
Vários países europeus, incluindo a Grã-Bretanha, Espanha e Itália, obstruíram a utilização de bases nos seus territórios para auxiliar as operações contra o Irão, facto que deixou o Presidente norte-americano enfurecido.
O conceito emergente de “NATO Europeia” centra-se na alteração das lideranças, no aumento das despesas com a defesa e no reforço das capacidades militares para reduzir a dependência dos EUA, especialmente contra fabricadas ameaças como a Rússia. A Alemanha está a desempenhar um papel fundamental nesta mudança, abandonando a sua antiga relutância em expandir o seu papel militar. O esforço inclui o aumento da produção de armamento, a melhoria dos sistemas de logística e de inteligência e a reconsideração do recrutamento militar obrigatório em alguns países.
O presidente finlandês Alexander Stubb afirmou a este propósito:
“A mensagem básica para os nossos amigos americanos é que, depois de todas estas décadas, é tempo de a Europa assumir mais responsabilidade pela sua própria segurança e defesa.”
O ministro da Defesa alemão Boris Pistorius, reforçou a ideia, declarando:
“A NATO precisa de se tornar mais europeia para continuar transatlântica.”
O plano surge após anos de tensões devido à recusa dos membros europeus da NATO em gastar o quanto tinham acordado em defesa, à sua recusa em permitir que os EUA utilizassem várias bases aéreas no seu conflito com o Irão e às ambições de Trump em relação à Gronelândia. Em teoria, a ideia poderia tornar a Europa menos dependente do poderio militar dos EUA, mas parece claro que os países europeus não têm actualmente, nem terão a curto e médio prazo, a capacidade financeira, industrial e de mobilização das sociedades civis para rivalizar com a produção militar dos EUA ou da Rússia, mesmo com um aumento substancial das despesas.
Seja como for, o verdadeiro inimigo das elites do velho continente, não é a Rússia, nem a China nem a Casa Branca de Donald Trump. O verdadeiro inimigo dos líderes europeus são os povos que lideram. E uma NATO europeia acende um dos rastilhos da guerra que as elites querem fazer às massas: o empobrecimento através do tributo.
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