Como se a destruição das explorações petrolíferas e das refinarias no Golfo Pérsico não fosse suficiente para arrasar com a economia global (e é suficiente), está acontecer um fenómeno enigmático por todo o mundo: nos últimos meses, dezenas de refinarias, centrais energéticas e indústrias relacionadas da geografia planetária pegaram fogo ou sofreram graves danos, por coincidência, de certeza, porque não há nada para ver aqui.

São 250 refinarias e instalações energéticas em chamas desde 2024 e mais de 80 nos últimos 60 dias.

 

 

Só entre 3 e 21 de Abril, sofreram graves danos por fogo, rebentamento ou ataques militares as seguintes instalações: duas centrais eléctricas e uma refinaria na Índia, uma refinaria no México, um terminal de exportação e duas refinarias na Rússia, uma refinaria na Austrália, uma central eléctrica na Roménia, uma exploração petrolífera no Texas.

 

 

Algumas destas instalações foram atingidas por drones (na Rússia), e não estamos a contar com o cataclismo industrial que está a acontecer no Irão e nos países do Golfo.

 

 

Mas a verdade é que a maior parte foi consumida por incêndios cujas causas estão por apurar e as autoridades não estão a dar respostas concretas às questões que estão a ser levantadas sobre o timing e a escala destes incidentes.

 


Não admira assim que muitos se perguntem neste momento se por trás de todos estes sinistros, que ocorrem no contexto de uma crise energética global, haverá entidades e poderes ocultos que procuram estabelecer, pelo estrangulamento do acesso ao crude e aos fertilizantes, um cenário de emergência económica que leve a confinamentos, empobrecimento generalizado das populações e fascismo centralizado, à semelhança do criminoso processo que foi espoletado pelas elites em 2020, a propósito da pandemia.

Como sempre, é a ausência de respostas e o silêncio comprometido por parte do dirigismo político que exponencia as teorias da conspiração, muitas vezes posteriormente confirmadas pelos factos.