Um dos recursos da propaganda leninista-globalista é a de inverter a realidade com criteriosa simetria. E os suecos testemunharam recentemente um exemplo cuspido dessa técnica, só possível num ambiente mediático pervertido e alienado, como é aquele que se vive na Europa.
A empresa de transportes públicos de Estocolmo (SL) decidiu investir o dinheiros dos contribuintes numa campanha que incentiva os passageiros a serem mais atenciosos nos seus comportamentos com os outros utilizadores. Mas o casting inverteu completa e risivelmente os papéis, a tal ponto que a campanha está agora a ser ridicularizada.
A campanha «Din resa är också andras» (‘A sua viagem é também a de outra pessoa’) integra uma série de cartazes e vídeos com o objectivo de lembrar os passageiros de serem atenciosos nos autocarros, metro e comboios suburbanos. Use auscultadores. Tire a mochila em vagões lotados. Dê espaço aos idosos e às grávidas e etc.
Até aqui, tudo razoável. Mas o vídeo da campanha gerou justificada polémica.
A primeira sequência do filme mostra uma mulher loira de meia-idade, “Anita”, a rir-se ruidosamente enquanto vê vídeos do TikTok sem auscultadores. Ao seu lado, um jovem de pele escura, “Samir”, usa auscultadores e mostra-se claramente incomodado com a má educação da senhora. No texto, lemos:
“A Anita adora o TikTok. O Samir também. Com auscultadores.”
A mensagem é simples: use auscultadores, não perturbe os outros passageiros. O que complica tudo é que na imagem a etnia de 90% das pessoas que incomodam os restantes passageiros com os telemóveis aos berros é trocada com a etnia de 90% das pessoas que são incomodadas. O “ofensor” passa a “vítima” e vice-versa.
Os críticos defendem que o cartaz inverte a realidade. Como é óbvio. O problema do som alto e da reprodução de vídeos sem auscultadores nos transportes públicos de Estocolmo é bem conhecido. Mas, como qualquer pessoa que tenha utilizado os transportes públicos sabe, são geralmente homens e mulheres jovens, frequentemente com origens imigrantes, que reproduzem o som no volume máximo.
A escritora Bitte Assarmo escreveu na segunda-feira no jornal online Det Goda Samhället que não se lembra de ter visto uma mulher sueca de meia-idade a comportar-se de forma desrespeitosa e perturbadora num autocarro ou num metro. Ela acredita que a SL escolheu deliberadamente um bode expiatório “seguro”.
“É, portanto, totalmente isento de riscos apontar os suecos étnicos como um problema – em todos os contextos concebíveis e inconcebíveis. Porque as reacções teriam sido completamente diferentes se os papéis no cartaz tivessem sido invertidos.”
Vários utilizadores das redes sociais descreveram a campanha como “ridícula” e totalmente incompatível com a realidade.
“Anita loves TikTok.⁰Samir too. With headphones.”
Swedish ad in the commute system suggests that Swedish women are the cause of noise and chaos on trains.
Anyone who’s actually commuted in Sweden knows exactly which type of people are creating the problems… pic.twitter.com/Rt2kQZu7T5
— Evelina Hahne (@EvelinaHahne) April 7, 2026
Nas secções de comentários da publicação, muitos reconheceram as críticas como pertinentes, considerando a campanha um exemplo típico de propaganda politicamente correcta que evita abordar o problema real. De tal forma que os comentários foram fechados, no Youtube.
Este tipo de campanhas transformistas sobre a realidade em nome da narrativa globalista é hoje comum por toda a Europa. No verão de 2025 uma série de anúncios bizarros contra o abuso sexual em piscinas públicas alemãs inverteu as etnias típicas do agressor e da vítima, num exercício propagandístico que envergonharia os apparatchiks de qualquer regime totalitário do século XX.
Paul Joseph Watson comenta a desfaçatez.
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