A economia dos EUA cresceu mais lentamente do que o anteriormente estimado para o último trimestre de 2025. O Departamento de Análise Económica (BEA, na sigla em inglês) reviu a sua projecção de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,5%, abaixo da estimativa anterior de 0,7%, que já tinha sido revista a partir de uma anterior projecção, que se revelou disparatadamente irrealista, de 2,8%.

Assim, a taxa de crescimento anual do PIB dos EUA ficou-se pelos 2,1%. Para termo de comparação, apenas 0,2% acima do crescimento do PIB português que foi, em 2025, de 1,9%. O PIB da China cresceu 5%, no ano passado.

 

 

A revisão em baixa foi impulsionada principalmente por números mais fracos de investimento. De acordo com o BEA, o consumo e o investimento permaneceram os principais impulsionadores do crescimento do PIB durante o trimestre, embora tenham sido parcialmente compensados ​​pelas quedas nas despesas do governo e nas exportações. Uma quebra nas importações, que impactam negativamente o PIB, também contribuiu para o resultado.

No sector industrial, as indústrias privadas de serviços registaram um aumento de 2,3% no valor acrescentado real, ajudando a impulsionar a produção global. Em contraste, as actividades governamentais caíram 7,8% e as indústrias privadas de bens diminuíram 1,8%.

As maiores contribuições para o crescimento vieram do comércio por grosso, da informação e da saúde e assistência social. As vendas finais reais a compradores privados domésticos — que combinam as despesas dos consumidores e o investimento fixo privado bruto — aumentaram 1,8%, ligeiramente abaixo das estimativas anteriores.

O rendimento interno bruto (RIB) real cresceu 2,6% no quarto trimestre, desacelerando face ao aumento de 3,5% no terceiro trimestre. A média do PIB real e da RIB real cresceu 1,5%, abaixo dos 4% registados no trimestre anterior.

Isto representa uma economia a cair a pique enquanto o governo reviu os números em baixa discretamente, na esperança de que ninguém se apercebesse.

E isto aconteceu ANTES da guerra com o Irão, antes dos preços do combustíveis e dos fertilizantes subirem exponencialmente e antes das tarifas aduaneiras da guerra comercial de Trump entrarem em vigor. Os trimestres que se seguem podem ser de pesadelo para a economia americana.

A última vez que os EUA tiveram ao mesmo tempo um crescimento tão baixo, uma guerra no Médio Oriente e os preços do petróleo a dispararem simultaneamente foi em 1973, com o embargo da OPEP. Na altura, o desemprego duplicou, a inflação atingiu os 12% e a recuperação demorou anos.

Na altura, chamaram-lhe estagflação; estão agora a chamar-lhe, eufemistica e risivelmente, “soft landing” (“aterragem suave”).

Entretanto, a economia dos EUA perdeu 92.000 empregos em Fevereiro deste ano, um resultado significativamente desviado das projecções dos analistas económicos, que previam um ganho líquido de 60.000 empregos.

O desastre não é surpreendente porque o Regime Epstein é, por natureza, deficitário, na medida em que objectiva a destruição do tecido económico e social da civilização.