Como tudo o que a NASA faz, a missão tripulada da Artemis até à órbita da Lua foi uma coisa meio desinteressante, meio aborrecida, excessivamente politizada e vazia de conteúdo científico relevante. Não vai ficar para a história como uma glória da civilização.
Why is there so much DEI woke language injected into every part of the @NASA Artemis 2 launch?
Seriously sounds like we’re in the Biden era, it’s making the launch hard to watch.
I don’t care if a black person or a gay person or a woman is about to be an astronaut.
Who cares?…
— The Patriot Brief (@SpacebarOpiates) April 1, 2026
Interpretada por uma tripulação com o carisma de um clube de fãs dos Coldplay, que retiram à profissão de astronauta toda a aura que já teve, lançada a despropósito num momento tão infeliz que pareceu mais uma manobra de diversão ou uma psyop do que outra coisa qualquer, a Artemis II é um foguetão sem glória nem potencial de posteridade.
A missão, algo misteriosamente, correu sem qualquer problema (para além do mau cheiro que provinha do sistema de escoamento de dejectos), apesar da Artemis I ter constituído um verdadeiro desastre técnico e estrutural.
Seja como for, a tecnologia utilizada pouco difere do programa Apolo, lançado há 60 anos atrás, pelo que também não tinha assim grandes razões para correr mal.
E assim sendo, um dos factos relacionados com a missão que mais impressionaram foi a reacção do público. Milhões de pessoas, inclusivamente cidadãos americanos (ou principalmente cidadãos americanos) trataram a coisa como uma fraude ou com um desdém que é característico dos tempos que vivemos. As instituições governamentais estão de tal forma desacreditadas que não há nada que façam, nem uma viagem à Lua, que recolha a confiança ou o entusiasmo de uma grande parte das população mundial.
Artemis II is fake and gay. The crew are being sequestered in some ritzy hotel, ready for their make up team to make them look skanky for the staged scenes where they are recovered from the ocean. Then they’ll lie for the press conference. And hate themselves for ever after.
— James Delingpole (@JMCDelingpole) April 6, 2026
“I’m not saying the Artemis II mission is fake… BUT… show me some upside down planes. That’s what daddy wants to see.” 🤣
Right there with you buddy. 🍻 https://t.co/xACOLDDi64 pic.twitter.com/jEm7uESoR2
— MJTruthUltra (@MJTruthUltra) April 7, 2026
NASA thinks that you are stupid.
Artemis II is a completely fake clown show. NASA is the most fraudulent company in the world. pic.twitter.com/icNRhUowfu— Tranquilizer (@Tranquilizero) April 5, 2026
Imagine not being able to freely articulate your experience of flying through space at 25,000mph & around the moon, and having to wait for your Ear Piece to work again.
In 2026 even the ‘Astronauts’ talk like the Marxists. pic.twitter.com/Lo1oe93Dh4
— Concerned Citizen (@BGatesIsaPyscho) April 12, 2026
Artemis II re-entry to earth from “space” is as fake as the WWE 😂😂 pic.twitter.com/nWoZDspewh
— Truth Seeker (@_TruthZone_) April 11, 2026
When you realise the Epstein Files were so bad they needed to start WW3 & Fake another Mission to the Moon. pic.twitter.com/5jUQA7Burn
— Concerned Citizen (@BGatesIsaPyscho) April 7, 2026
We have even more proof that this Artemis Moon mission has been staged in 2026 and I believe that they are showing all this evidence on purpose so they can red pill the population into disclosing that it has been fake this entire time ever since 1969 and they have used various… pic.twitter.com/CXX5AgyDFX
— Charley Griffin (@number3isctg) April 9, 2026
É claro que houve entusiastas que tentaram desesperadamente glorificar a missão, por entre o ruído céptico ou a total indiferença. É claro que a imprensa corporativa fez o seu papel propagandista e é claro que a NASA fez tudo o que podia para preencher os meios de comunicação social e as redes sociais com conteúdos e directos e vídeos e imagens, muitas delas pobres, muitas delas inócuas e repetitivas, muitas delas tecnicamente predispostas a todo o tipo de teorias da conspiração.
Mas mesmo muitos daqueles que admitem a possibilidade da missão ter realmente acontecido manifestaram-se críticos, cínicos e incomodados com a prosápia e a imagética da NASA, como se ir até à órbita da Lua e voltar fosse muito menos interessante que uma acrobacia aérea em BTT ou um golo de fora da área do Cristiano Ronaldo, ou tão irritante como uma sessão compulsiva de doutrinação em Diversidade, Equidade e Inclusão.
Can we please be finished with this immensely boring NASA-Artemis II psyop already? @NASA @NASAMoonBase
Anons 🐸 know it’s all fake & ghey, and those who don’t by now, aren’t on X anyway, and are probably not interested or even following the story. 🐑🐑🐑
Just saying… 🥱😴 https://t.co/aCyJqRqwJy
— Bendleruschka (@bendleruschka) April 4, 2026
Overall Artemis feels like a farcical retreading of the original Apollo program (going to the moon in the backdrop Americrackcers in an utterly disastrous war). Nothing new. Boring tbh. https://t.co/Jam6yiDzx9
— 𝘼𝙢𝙖𝙙𝙚𝙪𝙨𝘽𝙤𝙡𝙨𝙝𝙚𝙫𝙞𝙠 | ☭/𝙖𝙘𝙘 (@AmadeusBolshev) April 3, 2026
Someone should wake me when Artemis enters earth.
— iPOD (@OluWasEdAgO) April 10, 2026
Chegámos a um ponto de esquizofrenia social que nada é credível ou relevante. Da mesma forma que conseguimos viver com pedófilos e genocidas como líderes políticos, sem grandes problemas de consciência, somos também imunes às nossas mais elevadas realizações, ou simplesmente nem acreditamos que essas realizações foram afinal concretizadas.
As elites globalistas entreteram-se nas últimas décadas com um trabalho transformista sobre o legado histórico da civilização ocidental. Mas nesse labor revisionista de falsários, não anteciparam que as massas, confrontadas com a relativização espúria e politizada do passado, começassem a duvidar de tudo aquilo que lhes foi ensinado pelas academias e doutrinado pela imprensa. Afinal, se certas narrativas históricas perdem a sua factualidade, por razões ideológicas, outras narrativas também podem ser desconstruídas, por pura dissidência ou desilusão de tudo.
Mais a mais, a informação, quando debitada por fontes que deixaram de ser âncoras de verdade, passa a ruído e esse barulho ensurdece a sensibilidade, por excesso ou por defeito.
No paleolítico inferior do princípio dos anos 90, Douglas Coupland inventou e colocou no glossário do seu “Geração X”, os conceitos de ‘Sobredose Histórica’ e ‘Subdose Histórica’ que neste contexto parecem pertinentes, a saber:
Sobredose histórica: Viver numa época em convivemos com um excesso de factos e acontecimentos.
Sintomas principais: dependência de informação, sensação de sobrecarga informativa e histórica.
Subdose histórica: Viver numa época em que nada parece acontecer.
Sintomas principais: os mesmos – dependência de informação, sensação de sobrecarga informativa e histórica.
A verdade é que podíamos de repente ser invadidos por uma civilização alienígena de gafanhotos tecnologicamente avançados que ninguém ia ligar nenhuma aos bichos. Metade da malta ia simplesmente pensar que tinha mais com que se preocupar, como o fecho do Estreito de Ormuz, ou o Grande Prémio de Formula 1 do Mónaco ou a conta da electricidade; e a outra metade ia simplesmente pensar que uma invasão de gafanhotos era apenasmente previsível e que não valia a pena fazer grande alarde disso.
Uma minoria, qualificaria a praga de gafanhotos como uma grandiosa psyop, uma encenação de poderes secretamente instituídos, destinada a fascizar as massas e cumprir a agenda totalitária e sinistra que hoje rege o nosso mundo.
O mesmo aconteceu com a Artemis. Uns ignoraram-na por se tratar de uma missão sem história, outros desdenharam-na por ser uma história entre tantas outras. Acrescem aqueles que a renegaram por se tratar de uma história mal contada.
Mas para além das doenças desta época, a NASA tem muita responsabilidade pelo estigma a que tem sido sujeita. Politicamente correcta até ao vómito, campeã mundial das siglas woke, falsificadora recorrente da realidade e desinformadora industrial, gastadora voraz de dinheiros públicos, modesta contribuinte da ciência do século XXI, esotérica e luciferina máquina de encobrimentos e manipulações e membro activo do Estado profundo, a agência espacial norte-americana é uma organização nada recomendável e, sobretudo, com índices de fiabilidade muito baixos.
Neste contexto, terá sempre um público dividido entre indiferentes, adversários e entusiastas (liberais que se vacinaram oito vezes contra a Covid e neocons do eixo Epstein).
Não é com este público assim dividido que se ganha a posteridade.
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