A Europa perdeu ontem o seu principal bastião de liberdade e soberania e o leninismo-globalismo de Bruxelas teve a sua vitória mais significativa dos últimos anos.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, admitiu a derrota nas eleições na Hungria, com o partido da oposição Tisza prestes a conquistar uma maioria de dois terços no parlamento.
Orbán afirmou a propósito dos resultados eleitorais:
“Felicito o partido vencedor. A responsabilidade de governar não nos foi confiada desta vez. Embora os resultados eleitorais ainda não estejam completos, o cenário é bastante claro e compreensível. Não sabemos agora o que esta eleição significa para o destino do nosso país e da nação, mas, independentemente do resultado, serviremos o nosso país. A tarefa que temos pela frente é clara; o nosso trabalho agora é fortalecer as nossas comunidades. 2,5 milhões de eleitores confiaram em nós, e nunca os desiludiremos. Jamais, jamais, jamais desistiremos!”
As forças pró-Bruxelas já estão a celebrar e a expressar a sua alegria nas redes sociais, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a saudar os resultados, declarando:
“A Hungria escolheu a Europa… Um país regressa ao seu caminho europeu. A União fortalece-se. O coração da Europa bate mais forte na Hungria esta noite.”
Outros opositores a Orbán, como o presidente francês Emmanuel Macron, também celebraram os resultados.
Embora apenas 60% dos votos tenham sido apurados, a tendência é clara: o partido Fidesz, de Orbán, está actualmente com aproximadamente 38% dos votos, contra 52% do Tisza. O partido de direita Nossa Pátria está com 6%.
Espera-se que a vitória de Peter Magyar tenha profundas consequências não só para a Hungria, mas para toda a Europa. Com o seu partido Tisza associado ao Partido Popular Europeu (PPE) no Parlamento Europeu, Magyar terá acesso a 20 mil milhões de euros em fundos congelados da UE. No entanto, este dinheiro, que estava a ser instrumentalizado como repressão sobre a dissidência de Orbán, pode ter um custo para a soberania da Hungria, com o país a vergar-se à tirania de Bruxelas. Além disso, apesar da retórica de campanha, Magyar estará sob pressão para adoptar muitas das políticas pró-migração defendidas pela União Europeia.
Estas eleições terão também um impacto sério na guerra da Ucrânia, com mais recursos financeiros e logísticos a serem encaminhados para Kiev, numa altura em que a Europa enfrenta a estagnação económica e uma grave crise energética.
Embora, no momento em que escrevemos estas linhas, os resultados finais ainda não tenham sido apurados, Magyar está a caminho de obter uma maioria de dois terços, o que lhe dará o poder de reescrever a Constituição e reverter muitas das reformas de Orbán implementadas ao longo dos anos.
Orbán tem sido uma força conservadora e populista vital não só na Europa, mas também a nível global. A sua forte resistência à imigração em massa, o seu apoio aos valores cristãos e a sua oposição à guerra na Ucrânia fizeram dele uma figura controversa, frequentemente em desacordo com países muito mais poderosos dentro da UE. Com a sua saída do poder, a UE tem um caminho mais claro rumo à centralização.
A activista e comentadora conservadora holandesa Eva Vlaardingerbroek escreveu a este propósito nas redes sociais:
“Parece que o último bastião caiu. Os húngaros estão prestes a aprender o verdadeiro significado de ‘só damos valor ao que temos quando o perdemos’. E o resto de nós na Europa acaba de perder o nosso único verdadeiro reduto contra a UE. Devastador.”
Looks like the last bastion is gone.
The Hungarians are about to learn the true meaning of “you don’t know what you’ve got ’til it’s gone.”
And the rest of us in Europe have just lost our only real stronghold against the EU.
Devastating. https://t.co/2jgk2dSBnS
— Eva Vlaardingerbroek (@EvaVlaar) April 12, 2026
Mas o povo húngaro é soberano (ou era até aqui) e escolheu o seu fado. Irá por certo colher os frutos dessa opção, que serão inteiramente merecidos.
A derrota de Orbán deve-se sobretudo a dois vectores fundamentais, sendo que um deles é de inteira responsabilidade do primeiro-ministro agora demissionário:
1 – A interferência, agressiva e perniciosa, de Bruxelas na mecânica e na orgânica da vida política e económica da nação húngara, que incluiu sabotagem, coacção, propaganda, congelamento de fundos de coesão, financiamento de partidos e grupos activistas de agenda globalista, suborno da imprensa corporativa húngara e estrangulamento energético (com a colaboração de Kiev que fechou o oleaduto Druzhba no preciso momento em que a campanha eleitoral se iniciou na Hungria).
2 – O teimoso alinhamento de Orbán com o Regime Epstein. O líder conservador húngaro foi fiel ao seu “amigo” Trump até ao último dia de campanha, teimando também, até contra os seus valores cristãos, em defender o indefensável aparelho genocida de Telavive. Pagou o preço dessa cegueira, porque se há neste momento da geografia política dois países odiados pela generalidade dos mortais, esses países são Israel e os Estados unidos da América. Os húngaros não devem ser excepção.
A Europa está agora, em definitivo, entregue ao pesadelo distópico da bicharada globalista, sendo Robert Fico, o primeiro-ministro da Eslováquia, o único líder dissidente.
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