A China divulgou as primeiras imagens dos seus “lobos robôs” em combate urbano simulado, armados com metralhadoras e afinados para causar carnificina em campos de batalha reais.

Estes já não são autómatos inofensivos da Boston Dynamics – são máquinas de matar que caçam em “matilha”, concebidas para satisfazer necessidades operacionais do Exército Popular de Libertação, e estão a tornar-se cada vez mais letais.

Como se observa numa publicação viral que acumulou mais de dois milhões de visualizações, as imagens mostram os “lobos” a operar em “alcateias” coordenadas durante exercícios de combate de rua.

 

 

O sistema foi criado pelo Southwest Automation Institute e é “100% concebido e 100% produzido internamente”. Uma versão não militar está mesmo listada para venda a civis no JD.com por 73.500 dólares – embora não seja claro o quão semelhante é ao modelo padrão do Exército Popular de Libertação.

A versão militar, que opera através de um ‘”cérebro colectivo” que partilha dados em tempo real, permitindo a coordenação do grupo, pode pode ser equipada com micromísseis e lança-granadas, carregando até 25 kgs de munições e transpondo obstáculos de 30 cms de altura com facilidade.

A própria análise subsequente do Southwest Automation Institute admite a realidade contra-intuitiva desta nova guerra:

“Nos campos de batalha do futuro, os robôs de guerra podem não ser as máquinas de matar definitivas – podem, na verdade, reduzir as baixas. Dispensam as tropas humanas da necessidade de invadir posições directamente, levando mais confrontos para o território de ‘drone contra robô’. E, ao contrário de dois grupos de soldados que se desgastam em combates brutais corpo a corpo, as tropas que enfrentam robôs sabem que as máquinas não podem ser derrotadas. Um punhado de robôs pode limpar e assegurar uma rua inteira em minutos.”

Mas a publicação rapidamente acrescenta a arrepiante ressalva:

“O verdadeiro campo de batalha é muito mais complexo do que qualquer exercício de treino. O teste final para estes Lobos Mecânicos será se conseguem distinguir com segurança as tropas amigas das forças inimigas — e, mais importante, identificar os civis que aparecem subitamente no caos.”

Este é o cenário de pesadelo para o qual o PCC se está a preparar: enxames de quadrúpedes armados com um “cérebro colectivo” partilhado que podem caçar, coordenar e eliminar alvos sem que um único soldado chinês arrisque a sua própria vida.

Esta demonstração de poder, que parece desafiar as Três Leis da Robótica de Asimov, enquadra-se na estratégia militar chinesa de confronto assimétrico, já documentado pelo ContraCultura, que desenvolve um conceito de “guerra total” de última geração tecnológica, concebido para alcançar devastadores efeitos cinéticos e psicológicos.