Vs. – Pearl Jam

Ainda em 1993 e ainda no eixo de Seattle: “Vs.”, o segundo trabalho de estúdio dos Pearl Jam, é capaz de ser o meu preferido, apesar de gostar bastante dos cinco discos que eles editaram entre 91 e 98 e de ser assim algo difícil eleger um. Eddie Vedder está aqui em grande forma lírica e vocal e o álbum encontra um equilíbrio muito razoável entre a electricidade reverberante e a sensibilidade melódica que caracterizam a banda.

Devo acrescentar, a título de curiosidade, que já salvei o Eddie Vedder de se estatelar direitinho no chão, depois de um salto maluco de cima das colunas e em direcção à audiência que decidiu dar no concerto do Dramático em 1996. É que quando ele saltou estava montes de gente cá em baixo, mas para lhe amortecer a queda só ficou o ingénuo do vosso amigo. Fui premiado com um abracinho apertado da estrelinha que voltou ao palco e terminou o espectáculo com uma costela partida. Ou foi o que se disse na altura. Next.

 

Razorblade Suitcase – Bush

O segundo trabalho de estúdio dos Bush, de 1996, consubstancia o triunfo tardio do grunge em terras de Sua Majestade. Londres ficou mais perto de Seattle, por um momento. Não sei se este disco deixou marca em mais alguém na galáxia, mas eu passei semanas e semanas a ouvi-lo e a ouvi-lo apenas. O leitor de cassetes no carro não tocava mais nada. A aparelhagem em casa não tocava mais nada. Era isto que cantava no duche. Quando comecei a bater com a cabeça nas paredes, mudei de banda. Ficou a dor de cabeça. Para sempre.
Colectivo contraindicado para pessoas que sofram de cólicas no cérebro.

 

Californication – Red Hot Chili Peppers

As vermelhas e quentes cabeças de piri-piri podiam ter constado desta lista há que tempos, claro. Acontece que o melhor disco desta épica e gigantesca banda, na minha opinião muito discutível, só acontece no último ano do século XX e depois de duas décadas de boas tentativas. “Californication” é o apogeu da discografia imensa dos Red Hot. Ponto final, parágrafo.

 

____________
Mais discos desta discoteca