William Neil McCasland, Nuno Loureiro e Frank Maiwald

 

Um conjunto significativo de cientistas e militares ligados à NASA e ao aparelho industrial e militar americano têm desaparecido ou sido mortos desde 2023. E as agências do Estado profundo onde trabalhavam recusam comentar o assunto.

 

O óbito mais recentemente adicionado a esta lista negra é o de Michael David Hicks, cientista investigador do Laboratório de Propulsão a Jacto (JPL) da NASA. Hicks faleceu a 30 de Julho de 2023, aos 59 anos, mas a revelação de que a causa da morte nunca terá sido divulgada e que não há que registo de autópsia caiu com estrondo no domínio público, nos últimos dias.

Hicks, que trabalhou no JPL de 1998 a 2022, foi creditado com a publicação de mais de 80 artigos científicos e fez parte de várias equipas que ajudaram a NASA a compreender as propriedades físicas dos cometas e asteróides.

Especificamente, Hicks esteve envolvido no Projeto DART, o teste da NASA para verificar se é possível, com a actual tecnologia, desviar asteróides perigosos da Terra. Trabalhou também na missão Deep Space 1, que testou uma nova tecnologia de naves espaciais que sobrevoou um cometa em 2001.

 

 

Embora não haja alegações públicas de crime, a morte de Hicks resulta no nono caso em que pessoas com ligações aos segredos espaciais ou nucleares dos Estados Unidos morrem ou desaparecem misteriosamente nos últimos anos.

Além disso, três destes malogrados cientistas tinham laços estreitos com Hicks, uma vez que todos trabalharam no Laboratório de Propulsão a Jacto (JPL) ou participaram em missões da NASA. Monica Reza, a directora do Grupo de Processamento de Materiais do JPL, desapareceu sem deixar rasto em Junho de 2025, apenas alguns meses depois de ter iniciado o seu trabalho no laboratório da agência Espacial Americana.

Outros dois cientista com fortes ligações ao JPL morreram recentemente: Frank Maiwald, um antigo colega de Hicks, que faleceu em Julho de 2024 aos 61 anos, com ainda menos repercussão pública sobre a sua morte prematura; e o astrofísico Carl Grillmair, de 67 anos, que foi assassinado na varanda de sua casa a 16 de Fevereiro de 2026. O trabalho do investigador do Instituto de Tecnologia da Califórnia era amplamente financiado pelo JPL da NASA, e Grillmair esteve pessoalmente envolvido em importantes missões de telescópios espaciais lideradas pela NASA.

 

 

Estranhamente, uma série de obituários online dedicados a Hicks não mencionaram quaisquer problemas de saúde antes da morte do cientista de 59 anos, que pareceu ocorrer subitamente, aproximadamente um ano depois de ter deixado o JPL da NASA.

Uma situação semelhante ocorreu após a morte de Maiwald, a 4 de Julho de 2024, quando o proeminente investigador do JPL faleceu em Los Angeles, em circunstâncias desconhecidas.

Apesar de Maiwald ser Cientista Principal do JPL – uma distinção atribuída aos cientistas que “fazem contribuições individuais excepcionais” nas suas áreas – não houve comentários públicos por parte das autoridades após a morte do estimado investigador, e o único registo público da fatalidade foi um obituário publicado online.

A NASA e o JPL não comentaram até agora as mortes de Maiwald, Grillmair, Reza e Hicks, o que é, por si só, estranhíssimo, considerando que eram cientistas de renome, como trabalhos e contribuições importantes no contexto da actividade do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA.

Em Junho de 2023, apenas 13 meses antes da sua morte, Maiwald era o investigador principal de uma descoberta inovadora que poderia ajudar futuras missões espaciais a detectar sinais claros de vida noutros mundos do sistema solar e mais além.

Grillmair contribuiu para a descoberta de água num planeta distante, com os colegas a apelidarem o seu trabalho de “engenhoso” e a acrescentarem que a investigação poderia indicar sinais de vida a menos de 160 anos-luz da Terra.

De acordo com o seu perfil no Caltech, também trabalhou no NEOWISE e no NEO Surveyor, telescópios espaciais infravermelhos que rastreiam asteróides, mas cuja tecnologia pode ser utilizada em projectos avançados de mísseis.

 

Gráfico do Daily Mail

 

Um outro enigmático desaparecimento foi o do General da Força Aérea norte-americana Neil McCasland. McCasland, de 68 anos, desapareceu sem deixar rasto a 27 de Fevereiro de 2026, depois de alegadamente ter saído de casa a pé, transportando apenas uma pistola.

O militar tinha ligações a Reza e a Grillmair através dos seus trabalhos em ciência avançada de mísseis e foguetões. Enquanto comandava o Laboratório de Investigação da Força Aérea (AFRL), o general supervisionou e aprovou o financiamento do trabalho de Reza para inventar um novo metal utilizado na criação de motores de foguetões de última geração.

McCasland fez parte de um comité preparatório de uma iniciativa de ‘disclosure’ que foi discutida pelos responsáveis da campanha de Hillary Clinton em 2016. Foi também um dos líderes dos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento da Força Aérea e trabalhou décadas na base aérea de Wright-Patterson, local que é frequentemente indicado como ponto de recolha, estudo e armazenamento de materiais recuperados do incidente de Rosewell e de outros destroços e artefactos de “naves de fabrico não humano”. Neste contexto, é um dos personagens centrais da conspiração alienígena.

Se necessário fosse, o estranho desaparecimento do General da Força Aérea, logo depois do anúncio de Donald Trump de que iria divulgar ficheiros do governo federal relacionados com o fenómeno OVNI, abre justificadas suspeitas sobre a fiabilidade da informação que vai cair no domínio público.

 

 

A série de mortes e desaparecimentos chamou a atenção do Congresso e dos membros da comunidade de inteligência dos EUA, que veem um padrão preocupante que envolve especialistas com conhecimentos em mísseis e sistemas propulsores de foguetões.

O ex-director assistente do FBI, Chris Swecker, declarou recentemente:

“Pode dizer-se que todos estes casos são suspeitos, e estes são cientistas que trabalharam com tecnologia crítica.”

Swecker afirmou que diversos serviços de informação estrangeiros, incluindo inimigos e aliados dos EUA, têm como alvo os americanos que detêm segredos da tecnologia nacional há décadas.

“A China, a Rússia, até mesmo alguns dos nossos amigos – Paquistão, Índia, Irão, Coreia do Norte – têm como alvo este tipo de tecnologia. Isto tem acontecido desde a Guerra Fria. Especialmente quando a tecnologia nuclear e a tecnologia de mísseis começaram a ganhar destaque”.

O congressista do Tennessee, Tim Burchett, referiu-se a esta assunto em Março:

“Houve vários outros casos em todo o país de pessoas que desapareceram em circunstâncias suspeitas. Penso que devemos prestar atenção a isto”.

Burchett referia-se a pelo menos quatro outras investigações nos Estados Unidos nos últimos meses, incluindo o desaparecimento de William Neil McCasland, e o assassinato do respeitado físico português Nuno Loureiro.

 

 

Nuno Loureiro, de 47 anos, foi assassinado na sua casa, no subúrbio de Brookline, em Boston, a 15 de Dezembro de 2025. As autoridades adiantaram que o atirador era Cláudio Neves Valente, um antigo colega de turma português.

Embora o assassinato de Loureiro não tenha estado directamente relacionado com as outras mortes e desaparecimentos, Burchett, Swecker e investigadores independentes observaram que o seu trabalho revolucionário sobre a fusão nuclear pode tê-lo tornado alvo de uma conspiração maior contra os cientistas americanos.

Outros dois cientistas com ligações à investigação nuclear desapareceram com poucas semanas de diferença. Anthony Chavez e Melissa Casias, que trabalhavam no Laboratório Nacional de Los Alamos (LANL), desapareceram das suas casas em 2025, em circunstâncias quase idênticas.

Chávez, de 79 anos, trabalhou no laboratório de investigação nuclear até à sua reforma, em 2017. Casias, de 54 anos, era assistente administrativa na mesma instalação e acredita-se que possuía uma autorização de segurança máxima.

Ambos foram vistos pela última vez a sair das suas casas no Novo México a pé, deixando para trás os seus carros, chaves, carteiras e telemóveis, antes de desaparecerem sem deixar rasto há quase um ano.

Noutro incidente misterioso, Jason Thomas, um investigador farmacêutico que testava tratamentos contra o cancro na Novartis, foi encontrado morto num lago em Massachusetts a 17 de Março de 2026, depois de ter desaparecido sem deixar rasto três meses antes.

Burchett criticou duramente a comunidade de inteligência do país, especificamente as chamadas “agências do alfabeto”, como o FBI e a CIA, por serem ineficazes e frustrarem as suas tentativas de descobrir a verdade sobre o que aconteceu a estes cientistas, alertando:

“Os números parecem muito elevados nestas áreas específicas de investigação. Penso que é melhor prestarmos atenção e não creio que devemos confiar no nosso governo.”

Até porque, ao contrário do que afirma Chris Swecker, é muito mais provável que as agências e corporações do Estado profundo norte-americano estejam envolvidas nesta conspiração do que russos ou chineses.