Uma recente publicação do World Happiness Report destacou os riscos substanciais que as redes sociais representam para os adolescentes, descrevendo o impacto como sendo de “escala massiva”. Elaborado por académicos da Universidade de Nova Iorque, o estudo alerta que as plataformas algorítmicas como o Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e X são “produtos de consumo perigosos”.
O relatório cita “evidências esmagadoras” de danos directos e indirectos. Os efeitos directos incluem a extorsão sexual e o cyberbullying, enquanto as consequências indirectas envolvem taxas mais elevadas de depressão e ansiedade. Os investigadores sugerem que a utilização generalizada das redes sociais pelos adolescentes no início da década de 2010 contribuiu para o aumento dos problemas de saúde mental em meados dessa década em muitos países ocidentais.
O estudo refere:
“A combinação de todas as sete linhas de prova revela evidências consistentes e convergentes de que as principais plataformas de redes sociais são produtos de consumo perigosos que prejudicam os adolescentes numa escala massiva”.
A análise baseia-se em sete estudos globais, incluindo pesquisas empíricas, dados estatísticos, contributos testemunhais, evidências circunstanciais e documentos internos de empresas.
Os governos estão a considerar cada vez mais políticas para proteger os menores dos potenciais malefícios das redes digitais. Nos EUA, decorre um julgamento histórico em que uma das partes alega que as redes sociais exacerbaram os problemas de saúde mental entre os jovens utilizadores. Há também relatos, talvez equivocados, de que o presidente Donald J. Trump considerou banir os menores das redes sociais por completo.
As preocupações vão para além das redes sociais. A Google forneceu instruções a menores sobre como contornar o controlo parental, e os jogos online populares entre as crianças foram identificados como potenciais refúgios para predadores.
O impacto das tecnologias de inteligência artificial nas crianças e nos jovens está ainda por estudar, mas diversos processos judiciais e investigações têm destacado casos em que os chatbots de IA foram associados a suicídios de adolescentes.
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