De acordo com os dados partilhados pela ARK Invest, a produção anual de escrita por inteligência artificial (IA) ultrapassou a dos humanos em 2025. Este marco indica que a IA poderá em breve ultrapassar todo o registo escrito da civilização humana até ao final desta década.

Os dados, apresentados num gráfico, acompanham a produção escrita de 1500 a 2030 numa escala logarítmica. Enquanto a produção humana aumentou constantemente ao longo de cinco séculos, a produção de IA começou a crescer exponencialmente por volta de 2022, ultrapassando a produção anual humana em 2025.

 

 

Brett Winton, futurista-chefe (!) da Ark, afirmou a este propósito:

“Fomos ultrapassados: a produção escrita de IA ultrapassou a produção escrita humana em 2025. Até ao final da década de 2020, a produção escrita cumulativa humana — cada postal, memorando, artigo técnico e documento comercial — deverá ser ultrapassada pela IA. Deixamos um registo escrito; esse registo será sinteticamente ultrapassado.”

A escala logarítmica do gráfico enfatiza o rápido crescimento da produção de IA, que supera séculos de escrita humana em poucos anos. Isto inclui todas as formas de comunicação escrita, desde postais a peças jurídicas.

A capacidade da IA ​​de gerar texto a velocidades sem precedentes, combinada com a sua utilização generalizada em diversas plataformas, contribui para esta produção massiva. A projecção sugere que a IA continuará a acelerar a sua produção, podendo ultrapassar todos os registos escritos por humanos dos últimos 500 anos.

O domínio do conteúdo gerado pela IA levanta questões sobre o seu impacto na educação, na cultura, na ciência e nas profissões relacionadas com a redacção. E preocupações sobre uma questão fundamental: não estarão as tecnologias de inteligência artificial a anular a capacidade criativa dos seres humanos?

Durante décadas sonhámos com robôs que cumprissem tarefas menos gratificantes e facilmente automatizáveis, que nos libertasse para exercícios mais criativos. Mas o lixo continua a ser recolhido por seres humanos, os esgostos continuam a ser desinfestados por humanos, enquanto agentes de IA se dedicam a tarefas criativas.

Admirável mundo novo.