No que diz respeito à quantidade, que não à qualidade, de conteúdos, e à quantidade, que não à qualidade, de subscritores, a Netflix lidera confortavelmente o mercado mundial de streaming. E apesar de ter falhado recentemente a aquisição da Warner Brothers, que acabou por cair nas mãos de uma outra corporação luciferina – a Paramount Skydance do sionista David Ellison -, continua a pressionar o ambiente mediático e a indústria do entretenimento audiovisual no sentido cartelista, que favorece os lucros e empobrece literal e culturalmente os consumidores.
A última ronda de aumentos de preços da plataforma woke mais detestável desde que Tim Berners-Lee inventou o HTML, permite projectar que na próxima década o lixo audiovisual que produz vai custar aos infelizes subscritores uns exorbitantes 40 euros por mês.
Não que se perceba como é que alguém acederia a ser assim roubado, só para ser consistentemente estupidificado, doutrinado, alienado, mentido, aviltado, aborrecido e adormecido por um serviço cuja performance criativa compete directamente com o impulso disruptivo de uma notificação da autoridade tributária.
De facto, em menos de dois meses desde que insistiu que um acordo com a Warner daria aos consumidores “mais conteúdos por menos”, a Netflix está a fazer exactamente o contrário – porque pode.
Com aproximadamente 325 milhões de subscritores e nenhum concorrente que lhe dê luta, a Netflix ostenta um domínio de mercado que transforma a “escolha do consumidor” numa piada de mau gosto. Os preços continuarão a subir e o gado continuará a pagar.
O antigo pacto firmado com Hollywwod, que é hoje uma máquina agonizante, também foi destruído neste processo. Enquanto os consumidores continuarão certamente a pagar mais, os argumentistas, actores e realizadores vão receber menos, devido à erosão dos direitos de autor, à precarização do trabalho criativo e à intrusão das tecnologias de inteligência artificial.
A Netflix construiu uma posição dominante não só em escala, mas também no enfraquecimento de todos os que a rodeiam: concorrentes, clientes e talento. A sofrível mas poderosa plataforma está a mostrar exactamente como é a supremacia do streaming: preços mais altos, qualidade ainda mais baixa e nenhuma razão para fingir o contrário.
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