São Sebastião, um dos primeiros mártires cristãos, foi retratado numa nova instalação de arte por um homem ‘trans’ asiático na National Gallery de Londres.

 

Para “recontar a história de São Sebastião”, que foi sido morto durante a perseguição aos cristãos por Diocleciano, foram utilizados modelos transgénero por Ming Wong, um artista de Singapura.

A nova instalação consiste em diferentes vídeos que retratam modelos trans a interpretar o martírio do santo cristão, sendo vistos a ouvir o som de um búzio, a dançar e a executar movimentos de artes marciais.

 

 

De acordo com a crença cristã, São Sebastião sobreviveu a uma tentativa inicial de execução, na qual foi amarrado e alvejado por flechas, antes de ser cuidado e curado por Irene de Roma – uma cena que se tornou um tema popular para os artistas do século XVII.

Diz-se que confrontou directamente o Imperador Diocleciano sobre os seus pecados, uma decisão que acabou por lhe custar a vida, quando foi espancado até à morte.

O santo é venerado tanto na Igreja Católica como na Igreja Ortodoxa Oriental como padroeiro do atletismo, do tiro com arco e das pestes.

Os modelos transgénero de Wong estão quase nus – como muitas das representações de São Sebastião em pinturas – e brincam, lutam e tocam-se.

Acompanhado pelo vídeo, há um áudio com a tradução em latim do monólogo final da série de arte da BBC de Kenneth Clark, de 1969, “Civilização”.

Os vídeos terminam normalmente com os modelos transexuais a serem feridos por flechas, com imagens estáticas de outras obras religiosas da colecção da National Gallery.

Nas representações mais modernas do santo, a sua imagem tem sido frequentemente interpretada como ‘homoerótica’. Na arte medieval, o mártir aparecia como uma figura mais velha e madura. No entanto, após a Peste Negra de 1347, a sua imagem suavizou-se, tornando-se mais jovem e saudável.

Os artistas do Renascimento reimaginaram-no completamente, inspirando-se nos antigos ideais gregos de beleza masculina para o apresentar como um jovem belo e quase nu.

Nas últimas décadas, ateus e heréticos das pseudoartes contemporâneas têm dado asas à sua perversidade, imaginado o santo de diferentes formas, sendo a instalação de Wong a mais recente de uma série de interpretações ‘homoerótica’s do mártir.

O filme Sebastiane, de Derek Jarman, de 1976, sexualizou explicitamente a tortura do santo, enquanto o pintor britânico Keith Vaughan utilizou a história em toda a sua obra para explorar o desejo homossexual.

A memória descritiva referente à instalação refere:

“O filme de Wong reimagina a narrativa do mártir dentro da galeria. Os soldados romanos que falam latim são interpretados por actores asiáticos de diferentes géneros, ao lado do próprio artista, encenando um diálogo entre um passado antigo e um presente global.”

O evangelho transhumanista-globalista num breve parágrado.

Wong foi “artista” residente na National Gallery em 2025, no âmbito de uma iniciativa para dar visibilidade à arte contemporânea. É o quinto “artista” a ser nomeado desde o lançamento do Programa de Arte Moderna e Contemporânea da Galeria.

Sobre a nomeação, o “artista” afirmou:

“Não há melhor altura para reimaginar as histórias que estas personagens e criaturas que habitam estes mundos podem contar umas às outras, e as suas trocas que atravessam séculos e civilizações para lá das molduras.”

Daniel F. Herrmann, curador de Projectos Modernos e Contemporâneos da National Gallery, afirmou:

“Com genuína compaixão, curiosidade e graça, a obra de Ming Wong questiona a forma como as imagens e a cultura à nossa volta criam noções de nós próprios e dos outros. Estamos entusiasmados por trabalhar com ele durante a sua residência na Galeria Nacional, especialmente enquanto reflectimos sobre os 200 anos de história da Galeria.”

É óbvio que o trabalho de Wang não tem nada a ver com compaixão, nem com curiosidade, nem com graça, nem com arte. É apenas mais um míssil balístico disparado contra o cristianismo e o legado da cultura ocidental.