Neste curto segmento do último vídeo que publicou, Tucker Carlson afirma, assertivamente, que Donald Trump traiu os cristãos e que rejeita a Bíblia, apontando para o facto do presidente americano não ter tocado nela ao prestar juramento, na tomada de posse:
“Eu estava a cerca de 4,5 metros de distância e vi. Ele não tocou na Bíblia. (…) Talvez isto devesse ter sido um sinal de que precisávamos para parar e reflectir: o que é isto? (…) Isto sugere que ele sabe que a Bíblia é real e está a rejeitá-la intencionalmente. Sabe o que está a fazer e mesmo assim está a fazê-lo.”
Este bocadinho de análise e declaração testemunhal é muito mais significativo do que pode parecer à primeira vista.
Tucker Carlson says Donald Trump betrayed Christians and rejects The Bible
He points to Trump not putting his hand on the Bible when taking l oath
“I was about 15 feet away and saw it, he did not put his hand on The Bible.”
“Should have been maybe a clue that we need to pause… pic.twitter.com/zE00aMsOBF
— Fractured Light (@FracturedLight0) April 6, 2026
A intencionalidade manifesta, que é sublinhada por Carlson, diz muito. Se Trump não considerasse as Escrituras como sagradas, não teria qualquer problema em colocar a sua mão por cima da Bíblia e respeitar o protocolo, como é tradição na tomada de posse de cargos públicos nos EUA (até Barak Obama o fez). A recusa, que é historicamente raríssima, só pode significar um antagonismo, não no sentido de que o cristianismo é irrelevante, mas que é inimigo.
Trump comportou-se na verdade não como um cristão, não como um ateu, mas como um anti-cristão.
#Trump oath of office pic.twitter.com/82EACgNryh
— The American Renaissance Begins now! (@doug_maga) January 20, 2025
Tomada de posse a 20 de Janeiro de 2025: Melania Trump tem duas Bíblias na mão, mas Trump evita colocar a palma da mão sobre elas, como é costume nesta ocasião.
Não estou com isto a dizer que vejo Donald Trump como o Anti-Cristo (embora me pareça que é até isso que Tucker, nas entrelinhas do seu monólogo, sugere). O homem é excessivamente imbecil e grosseiro para poder cumprir a mais escatológica das missões. Mas, como já várias vezes sugeri, não tenho a mínima dúvida que está possuído pelo mal que grassa no mundo, muito especialmente pela doença espiritual, aparentemente endémica, que grassa entre as elites das sociedades ocidentais e que é, evidentemente e se não for travada, conducente ao apocalipse.
Notei que algo estava errado com o homem pela sua expressão facial, apenas semanas depois dele ter regressado à Casa Branca. E hoje em dia é perfeitamente discernível na sua fisionomia que o presidente norte-americano foi tomado por forças luciferinas. E, neste aspecto, pensem o que quiserem pensar, chamem-me o que me quiserem chamar, confio deveras nos meus instintos.
Mas tudo o que tem feito desde Janeiro de 2025 até agora é a antítese do que dele se esperava e enquadra-se perfeitamente no grande esquema globalista-transhumanista da classe Epstein que domina os corredores do poder, de Washington a Bruxelas. A corrupção intestina, a irracionalidade geradora de caos, a hostilidade para com as massas, o compadrio para com as superestruturas corporativas (financeiras e tecnológicas), o encobrimento das más práticas, o recurso invariável à fraude e à ilusão e à mentira, a dessacralização da vida humana, o desencadeamento da guerra e de outras muitas formas de destruição da civilização, o investimento brutal nas plataformas industriais mais nefastas da federação americana (militar, tecnológica, farmacêutica); todos os vectores da agenda de cinzas que foi eleito para combater têm sido consistentemente activados, com excepção do programa woke (cuja oposição terá funcionado como máscara), e do histerismo climático (porque suspeito que passámos à fase de intervenção directa na atmosfera, em que a actividade panfletária dos al gores e das gretas thunberg deste mundo já não é necessária).
Todo o monólogo de Tucker, cujo registo integral deixo em baixo e que é proferido com referência a um post absolutamente satânico que Trump publicou, no Domingo de Páscoa ainda por cima, a propósito da guerra no Irão, é revelador da aversão que ganhou ao homem que desde 2016 apoiou com apaixonado empenho. E a verdade é que todos nós, que como ele fomos enganados com um recordista requinte de sofisticação e malvadez, não estamos agora a viver bem com o erro.
Mesmo tendo dúvidas, que expressei; mesmo com reticências, que manifestei; mesmo acordando para a realidade a tempo de observar e denunciar a abominação, eu pequei, grosso e fundo, sempre que sugeri que a solução para a queda da América passava por este monstro.
Que Deus me perdoe. E que perdoe a Tucker Carlson.
Paulo Hasse Paixão
Publisher . ContraCultura
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