A senadora republicana Joni Ernst, do Iowa, escreveu em Março ao recém-confirmado Inspector-Geral do Departamento de Guerra, Platte Moring, solicitando informações sobre o custo dos estudos relacionados com a “hipnose em polvos”, o “muco de caracol” e a “leitura da mente dos macacos” durante a administração Biden.
Ernst patrocinou a Lei de Abertura de Custos e Transparência de Despesas em 2021, que foi incluída na Lei de Autorização de Defesa Nacional desse ano, exigindo que todos os estudos financiados pelo governo federal divulgassem quanto custaram aos contribuintes. Na carta a Moring, Ernst destacou cinco estudos pagos pelo governo de Biden com fundos do orçamento de investigação e desenvolvimento (I&D) do Departamento de Guerra, escrevendo:
“Divulgar o custo publicamente proporciona uma maior responsabilização, garantindo que o dinheiro dos impostos é gasto no fortalecimento das defesas da nossa nação e não desperdiçado em projectos indefensáveis. O Pentágono recebe anualmente mais de 140 mil milhões de dólares para investir em I&D com o objectivo de modernizar as nossas defesas e equipar os nossos militares com as melhores armas para derrotar os adversários e proteger a nossa nação de qualquer ameaça.”
Ernst detalhou posteriormente alguns dos estudos que tinham sido pagos pelo Departamento de Guerra, citando os fundos do Pentágono utilizados para os financiar, mas com uma omissão flagrante.
“Análises feitas pelo meu gabinete constataram que os beneficiários de bolsas de investigação reconhecem frequentemente o recebimento de fundos para investigação e desenvolvimento para fins gerais em comunicados de imprensa, mas também omitem, em grande parte, o valor em dólares em documentos públicos relacionados com projectos específicos financiados com recursos do Pentágono, como estudos individuais publicados ou comunicados de imprensa que divulgam as conclusões desses estudos. Esta não é a transparência total prometida aos contribuintes, como exige a lei.”
Quando contactado para comentar os estudos, um porta-voz do Departamento de Guerra afirmou laconicamente:
“Tal como acontece com toda a correspondência com o Congresso, o Secretário responderá directamente à Senadora.”
Os estudos incluíam pesquisas sobre se a “hipnose em polvos” poderia substituir a anestesia, os hábitos de sono dos elefantes-marinhos, as propriedades do “muco de caracol”, o hábito de “rolar o ecrã sem parar” no Facebook e uma tentativa de “descodificar e interpretar os sinais cerebrais dos macacos”. Nenhum dos estudos detalhou o seu custo para os contribuintes, segundo Ernst, que afirmou:
“O Pentágono desviou fundos da defesa para hipnose de polvos, cálculos de quanto tempo as focas dormem e a leitura da mente de macacos. Bem, macacos, focas e polvos, meu Deus! Ninguém sabe ao certo quanto foi gasto nesta investigação questionável, porque o custo para os contribuintes não é divulgado, como exige a lei. Foi exactamente por isso que elaborei o meu COST Act — para acabar com estes gastos obscuros e garantir que as pessoas no Iowa e em todo o país saibam exactamente como está a ser gasto o dinheiro que ganham com tanto esforço. Se queremos que o Pentágono — a única agência federal que nunca foi submetida a uma auditoria — limpe as suas contas, divulgar o custo destes fundos já não pode ser uma Missão Impossível.”
De facto, o Pentágono é inauditável. Como o Contra já documentou, a máquina luciferina do Departamento de Defesa americano falha auditorias sobre auditorias e vai continuar a espoletar caos e guerras em todo o mundo, sem prestar contas a ninguém.
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