O presidente norte-americano Donald J. Trump despediu a procuradora-geral Pam Bondi durante uma reunião na Sala Oval na noite de quarta-feira. Bondi terá sido notificada da sua demissão antes de Trump fazer um discurso sobre a guerra no Irão, na quarta-feira.
Uma fonte disse que, na altura do discurso do presidente, Bondi já tinha sido demitida e estava a regressar à Florida. A demissão, segundo os relatos, ocorreu no mesmo dia em que a chefe do Departa,ento de Justiça acompanhou Trump ao Supremo Tribunal dos EUA para as alegações orais de um processo em que o governo federal tenta revogar o direito à cidadania por nascimento.
Trump confirmou depois o despedimento de Pam Bondi numa publicação no Truth Social, afirmando:
“Pam Bondi é uma grande patriota americana e uma amiga leal, que serviu fielmente como minha Procuradora-Geral durante o último ano. A Pam fez um trabalho excepcional ao supervisionar uma repressão massiva do crime em todo o país, com os homicídios a descerem para o nível mais baixo desde 1900. Adoramos a Pam, e ela fará a transição para um novo emprego muito necessário e importante no sector privado, cuja data será anunciada em breve, e o nosso Procurador-Geral Adjunto, um jurista muito talentoso e respeitado, Todd Blanche, assumirá o cargo de Procurador-Geral interino.”
Como sempre, Trump mente (sobre a competência de Pam Bondi), mas acima de tudo, neste post, Trump omite. Omite o fracasso total em virar o Departamento de Justiça contra o Estado profundo, de forma a “drenar o pântano” de Washington, como tinha prometido. Omite toda a podridão do escândalo Epstein, que a sua administração em geral e a procuradoria federal em particular se dedicaram febrilmente a encobrir. Omite que Pam Bondi foi incapaz de levantar um processo criminal que fosse contra os criminosos do “conluio russo”, contra os criminosos da pandemia (com Fauci à cabeça), contra os criminosos que perseguiram judicialmente, com draconiana e pidesca eficácia, os manifestantes do 6 de Janeiro. Omite a inacção do Departamento de justiça em relação à tentativa de homicídio do próprio presidente, enquanto candidato, no comício de campanha eleitoral de 2024, em Butler, e em relação ao assassinato de Charlie Kirk, que mais e mais, a cada dia que passa, se revela uma história mesmo muito mal contada.
No entanto, a demissão de Bondi, a mulher que um dia disse ao Congresso que o assunto Epstein era irrelevante porque o Dow Jones estava acima dos 50.000 pontos (!), segue-se a um artigo do New York Times que afirmava que Trump estava insatisfeito com o desempenho da procuradora-geral e preparava-se para a substituir. Nas últimas semanas, Bondi tem enfrentado críticas crescentes em relação aos casos antitrust do Departamento de Justiça.
A criatura terá assim sido despedida não pela sua incompetência, não por ser cúmplice descarada da corrupção intestina dos poderes instituídos em Washington, mas por interesses divergentes no inferno corporativo norte-americano.
Num mundo normal, este despedimento seria uma boa notícia. Mas como até as boas notícias são, neste mundo anormal, péssimas notícias, ficámos a saber que o procurador federal que Donald Trump nomeou interinamente, Todd Blanche, que será um ainda mais feroz guardião do Regime Epstein do que Pam Bondi foi.
The new Acting Attorney General 🤡
Todd Blanche: We’re not going to prosecute the predators in the Epstein files or release their names to the public. pic.twitter.com/rhVNjmzFCs
— 𝐀𝐍𝐓𝐔𝐍𝐄𝐒 (@Antunes1) April 2, 2026
Como número dois do Departamento de Justiça, Blanche foi sempre peremptório sobre a sua intenção de não conduzir qualquer investigação sobre os crimes luciferinos cometidos pelo infame pedófilo e os seus associados, tendo até dito, em Fevereiro deste ano, num ataque ensandecido de ousadia, arrogância e desprezo pelos cidadãos da federação que:
“Não é crime festejar com o sr. Epstein.”
Acontece que, como toda a gente sabe, as festas do sr. Epstein eram criminosas sim, e incluíam abuso sexual de crianças, homicídio, tortura, canibalismo e tráfico de menores.
A nomeação de Todd Brlanche fecha assim o círculo de rendição total de Donald Trump aos interesses instalados em Washington e às elites satânicas do Regime Epstein.
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