Ao contrário do que fez no ano passado e do que estipula a tradição da monarquia britânica, o Rei Carlos não falou aos seus súbditos na Quinta-feira Santa.

A decisão do Palácio de Buckingham de não divulgar uma mensagem de Páscoa causou descontentamento entre os cristãos, dado que, em Fevereiro, a conta do Rei e da Rainha nas redes sociais desejou aos muçulmanos um “Ramadão abençoado e pacífico”.

A mensagem foi acompanhada por uma imagem com a inscrição: “Ramadan Mubarak”, uma expressão árabe que significa “Ramadan Abençoado”.

 

 

Numa outra publicação partilhada no X pela conta oficial da Família Real, o Palácio de Buckingham afirmou:

“Desejamos a todos os muçulmanos do Reino Unido, da Commonwealth e de todo o mundo um Ramadão abençoado e pacífico”.

Mas os cristãos do Reino Unido, da Commonwealth e de todo o mundo não têm direito à mesma cortesia.

 

 

O Rei WEF aproveitou também um banquete de estado oferecido ao presidente nigeriano, Bola Tinubu, para reconhecer o “sacrifício” do Presidente muçulmano da Nigéria durante o Ramadão.

Durante o seu discurso no jantar protocolar com Tinubu, também em Fevereiro, Carlos afirmou:

“Estamos muito gratos pela sua viagem durante este mês sagrado, que, reconheço, não é um sacrifício pequeno, e por isso é com grande prazer que lhe desejo, Sr. Presidente, paz, bênçãos e muita alegria. Ramadão Mubarak!”

Concluindo o discurso, o monarca afirmou:

“Ao encerrar, Sr. Presidente, em antecipação do Eid al-Fitr na Nigéria e em todo o mundo, só posso desejar ao senhor e aos milhões de muçulmanos dos nossos países, Eid Mubarak. E, ao fazê-lo, permitam-me propor um brinde ao Presidente e ao povo da Nigéria: ‘Naija No Dey Carry Last!’ (Os nigerianos nunca ficam atrás!).”

Pois não. Os cristãos britânicos é que ficam.

Alguém pode dizer a este crápula que a coroa que ele enverga (e envergonha) o incumbe de liderar uma igreja cristã com 500 anos de existência?